O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade, não atender ao pedido do senador Flávio Bolsonaro para suspender a negociação de um empréstimo de até R$ 20 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A solicitação apresentada ao órgão apontava suspeitas de possíveis irregularidades na operação de crédito em discussão.
Ao analisar o caso, o plenário do TCU concluiu que ainda não há ato administrativo formal que permita a adoção de medida cautelar para interromper a negociação. Segundo o entendimento da Corte, a inexistência de uma decisão definitiva sobre o empréstimo impede que o tribunal determine a suspensão da operação neste momento.
O tribunal informou também que a situação já está sendo acompanhada por meio de processo específico que monitora operações de crédito com garantia da União. Esse acompanhamento deve subsidiar futuras análises relacionadas à regularidade da negociação.
Na representação encaminhada ao TCU, o senador solicitou a abertura de investigação sobre a operação financeira, alegando que a estatal teria registrado prejuízos significativos nos últimos anos. Segundo o parlamentar, as perdas acumuladas entre 2024 e 2025 ultrapassariam R$ 7 bilhões.
O documento também questiona decisões administrativas relacionadas à gestão da empresa e aponta possíveis impactos financeiros decorrentes da operação de crédito em análise.
A decisão do TCU não encerra o acompanhamento da negociação, que continuará sendo analisada pelos órgãos de controle conforme o andamento do processo administrativo.
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