O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que todos os bens, documentos e materiais apreendidos na nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), sejam lacrados e armazenados na sede da Corte.
A decisão tem como objetivo preservar a integridade das provas em investigação sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, conforme informações do portal g1.
Segundo o despacho, os aparelhos eletrônicos apreendidos devem ser mantidos ligados, mas desconectados da internet e de redes telefônicas, garantindo a preservação dos dados para perícia futura. “Para a custódia dos aparelhos e seus respectivos materiais telemáticos, impõe-se que as autoridades custodiantes os mantenham eletricamente carregados e em modo desacoplado das redes telefônicas e de wi-fi, para a devida preservação do conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada”, escreveu Toffoli.
O gabinete do ministro ressaltou que a medida tem caráter preventivo e de preservação, garantindo que as provas estejam seguras até que possam ser analisadas pelas autoridades competentes.
A decisão, no entanto, gerou questionamentos na Polícia Federal. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, alertou que o armazenamento direto no STF pode dificultar a investigação, já que peritos da PF não teriam acesso imediato para análise e extração de dados, especialmente de celulares. Rodrigues solicitou que Toffoli reconsidere a medida para permitir a continuidade dos trabalhos periciais.
A Operação Compliance Zero cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, familiares e pessoas próximas. Entre os alvos também estão o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.
Durante a ação, foram apreendidos carros importados, relógios de luxo, dinheiro em espécie — contabilizando R$ 97,3 mil — além do bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 5,7 bilhões, segundo a PF.
De acordo com a TV Globo, a Polícia Federal terá até 72 horas para realizar perícias iniciais no material antes do lacre definitivo. A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o empresário está colaborando com as autoridades e deseja o esclarecimento completo dos fatos. Até o momento, as defesas dos demais investigados não se pronunciaram.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











