O debate sobre a atualização do teto salarial do funcionalismo público voltou a ganhar destaque no país após críticas de representantes do setor legislativo.
Atualmente fixado em cerca de R$ 46,3 mil, o limite é vinculado ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo, Alison Souza, o valor estaria defasado por não acompanhar a inflação acumulada nos últimos anos.
Durante reunião realizada na última terça-feira (24), o dirigente defendeu a necessidade de recomposição do teto com base na variação inflacionária.
De acordo com dados apresentados pelo sindicato, entre 2016 e 2025, a inflação medida pelo IPCA chegou a aproximadamente 64%, enquanto os reajustes salariais das carreiras do Legislativo federal somaram cerca de 44%.
A diferença representa, segundo Souza, uma perda real de aproximadamente 20% no período.
Além da atualização do valor, o sindicalista também propôs mudanças na forma de aplicação do teto constitucional. Entre as sugestões está a exclusão das funções de confiança do limite, embora esses valores continuem sendo considerados na remuneração total dos servidores.
Outro ponto levantado foi a comparação entre os salários do serviço público e da iniciativa privada.
Segundo o presidente do Sindilegis, profissionais da área jurídica fora do setor público podem alcançar remunerações superiores, especialmente em atividades de maior complexidade, o que reforçaria a necessidade de revisão do teto.
A discussão ocorre em um momento de pressão sobre as contas públicas e pode reacender o debate no Congresso Nacional sobre regras de remuneração, equilíbrio fiscal e valorização das carreiras no serviço público.
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