O financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, passou a ser alvo de um novo pedido de investigação encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Na sexta-feira (15), o subprocurador Lucas Furtado protocolou uma representação no Ministério Público junto ao TCU solicitando a apuração de possíveis irregularidades na captação e movimentação de recursos destinados ao longa-metragem.
O documento menciona reportagens que apontam o suposto uso de empresas intermediárias, estruturas societárias e mecanismos financeiros ligados ao extinto Banco Master para ocultar a origem dos valores utilizados no projeto audiovisual.
A representação também levanta suspeitas sobre eventual utilização indireta de verbas públicas provenientes de emendas parlamentares, convênios e contratos administrativos relacionados às entidades envolvidas na produção.
Entre os elementos citados estão os áudios divulgados pela imprensa envolvendo conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme.
Segundo as informações mencionadas no pedido, Flávio Bolsonaro teria solicitado aproximadamente R$ 124 milhões para viabilizar a produção cinematográfica. Parte do montante — cerca de R$ 61 milhões — teria sido movimentada por meio da empresa Entre Investimentos, apontada nas reportagens como ligada a Vorcaro.
O subprocurador argumenta que os indícios apresentados precisam ser esclarecidos pelas autoridades de controle, principalmente após declarações públicas do senador afirmando que o projeto teria sido financiado exclusivamente com recursos privados.
O caso amplia a repercussão em torno do filme “Dark Horse”, que já vinha sendo alvo de debates políticos e investigações relacionadas à origem dos recursos utilizados na produção audiovisual.
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