O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou a aliados que pretende apoiar o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na disputa pela Presidência da República em 2026, segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (3).
Conforme a reportagem, Bolsonaro condiciona seu apoio a dois fatores: a escolha de Michelle Bolsonaro como vice na chapa e a capacidade de Tarcísio em articular uma aliança com partidos de centro e direita.
A movimentação ocorre mesmo com Tarcísio sinalizando, em ocasiões anteriores, que não pretende disputar a Presidência. De acordo com apuração do portal Poder360, o governador teria afirmado, em setembro, que deve buscar a reeleição ao governo de São Paulo em vez de entrar na corrida presidencial.
Eduardo Bolsonaro também quer disputar
Paralelamente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, afirmou em entrevista ao SBT na última quinta-feira (2) que pretende se candidatar à Presidência em 2026, caso seu pai permaneça inelegível, mesmo diante da possibilidade de Jair Bolsonaro apoiar outro nome.
“Eu acho que há espaço para uma candidatura com o sobrenome Bolsonaro. Estou no meu terceiro mandato, sou uma pessoa conhecida da sociedade e acredito que estou maduro o suficiente para isso”, declarou. O parlamentar reforçou que espera contar com o apoio do Partido Liberal (PL), sigla pela qual foi reeleito.
Eduardo destacou, no entanto, que abrirá mão da candidatura caso o pai volte a ser elegível.
Michelle Bolsonaro também cogita disputar eleição
Outro nome do núcleo familiar cotado para 2026 é o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, publicada em setembro, Michelle declarou que não descarta disputar um cargo eletivo nas próximas eleições, embora não tenha especificado qual.
Ela tem sido apontada como possível candidata a vice em uma eventual chapa com Tarcísio ou, até mesmo, como cabeça de chapa presidencial no caso de um cenário alternativo dentro do bolsonarismo.
A eleição de 2026 segue em aberto para a direita, especialmente diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o impede de disputar cargos públicos até 2030.
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