O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou um tom sério em suas redes sociais nesta terça-feira (7) para se desculpar publicamente após uma declaração considerada insensível sobre os casos de intoxicação por metanol registrados no estado. Durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira (6), ao ser questionado sobre o tema, Tarcísio tentou descontrair afirmando que bebidas alcoólicas “não são sua praia” e que só se preocuparia “quando falsificarem coca-cola”.
A fala repercutiu negativamente e gerou forte reação de parlamentares da oposição e da opinião pública, especialmente diante da gravidade da crise. Até o momento, o estado já registra 15 mortes confirmadas e 164 casos suspeitos de intoxicação por metanol, causados por consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Diante da repercussão, o governador publicou um vídeo em tom de retratação:
“Errei. Ontem, ao prestar contas das ações do governo do estado, acabei fazendo uma brincadeira para descontrair a coletiva, que foi muito mal interpretada e que, de fato, não cabia naquele momento”, afirmou.
“Peço perdão. Perdão às famílias que sofrem por terem perdido entes queridos, aos comerciantes que estão vendo seus negócios sofrerem. Eu sei que o arrependimento não vai apagar o passado, mas ensina e vai nos ajudar na construção de um caminho que queremos.”
A retratação veio após críticas da oposição, como a da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que classificou o comentário como “absurdo nojento e desumano”.
“Hoje, o estado de São Paulo atingiu a triste marca de 15 casos confirmados e 164 casos suspeitos de intoxicação por metanol. E o que Tarcísio de Freitas fez? Novamente, negou a participação do PCC mesmo com investigações em andamento e disse esse absurdo nojento e desumano”, escreveu a parlamentar em suas redes sociais.
O governo federal, por sua vez, também acompanha o caso com atenção. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, sob gestão do governo Lula, não descarta o envolvimento de organizações criminosas, como o PCC, na distribuição de bebidas falsificadas.
A situação segue em investigação pelas autoridades estaduais e federais. Enquanto isso, a rede hospitalar em São Paulo permanece em alerta, e a população é orientada a evitar o consumo de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa.
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