O PL pulsa para a sucessão estadual do Rio em 2026, mas não está de olho na cadeira do governador Cláudio Castro. É o que mostra a entrevista do presidente regional da legenda, deputado Altineu Côrtes, aos repórteres Bernardo Mello e Caio Sartori, na edição desta segunda-feira (18), de O Globo.
O parlamentar desenha a capilaridade no campo das alianças. Diz que o projeto sucessório passa por entendimentos com o União Brasil, o PP, MDB e Solidariedade, que juntos controlam 75 prefeituras entre os 92 municípios no Estado.
Na órbita dos nomes que podem disputar a sucessão, cita nominalmente o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil) e Washington Reis (MDB). Recentemente, Bacellar e Reis se encontraram sinalizando entendimentos.

Outro tópico da entrevista que vale destacar, é a declaração de Altineu quanto a escolha de nomes para encabeçar uma chapa na eleição majoritária. Ele destacou que o PL vai priorizar a disputa pelas duas vagas no Senado. Portanto, deixa a majoritária em aberto. As cartas estão na mesa.
Ainda que tenha manifestado recentemente intenção de disputar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (RJ), as corujas que acompanham os movimentos no Palácio Guanabara acreditam que ele permanece como grande aposta para a sucessão de 2026.
Para que seja ungido, no entanto, falta mover apenas uma pedra no tabuleiro: subir um degrau na atual escala sucessória.
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