O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (12) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que Darren Beattie, assessor do governo dos Estados Unidos, o visitasse na prisão.
Na decisão, Moraes destacou que a visita não fazia parte do contexto diplomático que autorizou o visto do assessor e não havia sido previamente comunicada às autoridades brasileiras, o que poderia gerar reanálise do ingresso no país.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já havia alertado que a visita poderia configurar “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil.
A embaixada dos Estados Unidos informou que Beattie estará no país apenas para participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, em São Paulo, na quarta-feira (18), sem previsão de encontros fora da agenda oficial.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado que a visita ocorresse nos dias 16 ou 17 de março, junto com um tradutor, aproveitando datas próximas à agenda oficial do assessor.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses na ação penal relacionada à trama golpista, no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecido como Papudinha, destinado a presos especiais como policiais, advogados e juízes.
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