O julgamento das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro avançou neste sábado (23) no Supremo Tribunal Federal (STF), com a formação de maioria parcial pela manutenção das detenções.
O ministro Luiz Fux acompanhou o voto do relator, ministro André Mendonça, consolidando o placar de 2 a 0 na Segunda Turma.
Com o posicionamento, Fux seguiu o entendimento de Mendonça, que na sexta-feira (22) já havia se manifestado pela conversão das prisões temporárias em preventivas, sem prazo definido para encerramento.
Ambos os votos apontaram a existência de elementos suficientes para justificar a continuidade das detenções no contexto da investigação.
O julgamento ocorre em ambiente virtual, mas foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que terá prazo de até 90 dias para devolver o processo para nova análise do colegiado.
Mesmo com a suspensão, os demais ministros ainda podem registrar seus votos. Além de Gilmar Mendes, faltam se manifestar Nunes Marques e Dias Toffoli, este último impedido de participar do julgamento.
As prisões fazem parte de desdobramentos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025.
Segundo as investigações, os dois investigados teriam atuação em diferentes frentes dentro do suposto esquema. Henrique Vorcaro é apontado como possível operador financeiro e beneficiário de uma estrutura criminosa investigada, com suspeita de repasses mensais que chegariam a R$ 400 mil.
Já Felipe Vorcaro é investigado por participação em operações financeiras consideradas irregulares, incluindo movimentações societárias e possíveis indícios de lavagem de dinheiro, segundo a Polícia Federal.
No voto que acompanhou o relator, André Mendonça afirmou que há indícios considerados robustos de envolvimento dos investigados em uma estrutura criminosa.
Ele destacou ainda que a liberdade dos investigados poderia comprometer o andamento das investigações e a aplicação da lei penal.
O ministro também citou suspeitas de ocultação de patrimônio e possíveis tentativas de dissimulação de bens, além de mencionar a saída de um dos investigados de uma residência em Trancoso antes da chegada da Polícia Federal.
Segundo o entendimento apresentado, medidas alternativas à prisão não seriam suficientes para garantir a ordem pública e a eficácia das investigações.
As defesas de Henrique e Felipe Vorcaro negam as acusações e afirmam que não houve irregularidades nas condutas investigadas.
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