Enquanto continuam as negociações para o fim da guerra na Ucrânia nos Emirados Árabes Unidos, surge outro movimento diplomático: a possível adesão da Rússia ao Conselho de Paz criado por Donald Trump. O órgão foi idealizado como um mecanismo para reconstrução pós-conflito e resolução de crises globais, mas até agora teve adesão limitada a 24 países, sem grandes potências mundiais além dos Estados Unidos.
A atenção americana ao tema é demonstrada pela participação de Josh Gruenbaum, diretor de operações do Conselho de Paz, nas conversas realizadas no Kremlin na sexta-feira à noite. Próximas reuniões estão agendadas nos Emirados Árabes Unidos, onde representantes russos e americanos discutirão questões econômicas, possivelmente ligadas ao conselho.
A adesão da Rússia poderia transformar o Conselho de Paz em um clube com peso estratégico, reunindo as duas maiores potências nucleares do mundo. Entretanto, Moscou ainda não deu seu consentimento e avalia o assunto cuidadosamente. Entre as possibilidades, Putin indicou que, caso o país participe, poderia contribuir com US$ 1 bilhão em ativos russos congelados nos EUA.
Especialistas apontam que a adesão russa não faria do Conselho um substituto da ONU, já que grandes potências como China, Brasil, Índia, Reino Unido e França ainda não participam. No entanto, a presença de Moscou poderia ser usada como moeda de negociação, incluindo a suspensão de sanções ou movimentações militares na Ucrânia, o que coloca Trump diante de decisões delicadas sobre concessões.
Em essência, a adesão russa abriria espaço para negociações estratégicas e diplomáticas, mas não garante impacto imediato no conflito ucraniano ou na estrutura de governança global.
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