A carreira política de Rui Costa Pimenta é marcada por décadas de militância na esquerda brasileira. Aos 69 anos, o jornalista volta a concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026 pelo Partido da Causa Operária (PCO), em sua quarta participação na disputa pelo Palácio do Planalto.
Nascido em São Paulo, Rui Pimenta cresceu em uma família ligada à história do movimento comunista no país. Ele é neto de João Jorge da Costa Pimenta, apontado como um dos fundadores do Partido Comunista do Brasil.
Militância começou nos anos 1970
A participação de Rui Costa Pimenta na política teve início em 1976, durante o regime militar. Anos depois, já na universidade, o jornalista passou a atuar no movimento estudantil, em um período de reorganização das forças políticas e sociais brasileiras.
Em 1980, participou do Congresso de Refundação da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado durante o processo de abertura política que antecedeu o fim da ditadura.
A atuação de Rui também se estendeu ao movimento sindical. Em 1985, foi eleito diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Grande São Paulo, em um contexto marcado pelo crescimento das mobilizações trabalhistas e das greves no país.
Participação na criação do PT
Rui Costa Pimenta também integrou o grupo de militantes que participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), criado no início da década de 1980 a partir da aproximação entre setores do movimento sindical, trabalhadores, movimentos sociais e organizações de esquerda.
Na década seguinte, porém, divergências políticas provocaram rupturas entre diferentes grupos que atuavam dentro do partido.
Em 1995, surgiu o Partido da Causa Operária (PCO), organização de orientação trotskista que passou a reunir militantes ligados a uma corrente política dissidente do PT. Rui Costa Pimenta assumiu a presidência da legenda e permanece à frente do partido desde então.
Quarta candidatura ao Palácio do Planalto
Com a eleição de 2026, Rui Costa Pimenta chega à quarta candidatura à Presidência da República. Sua trajetória eleitoral permanece diretamente associada ao PCO, que novamente escolheu o jornalista para liderar sua chapa na corrida presidencial.
Para a Vice-Presidência, o partido indicou Antônio Carlos Silva, servidor público e vice-presidente do PCO.
A candidatura coloca o PCO novamente entre as legendas que apresentam uma chapa própria para a disputa nacional. A eleição de 2026 reúne nomes de diferentes partidos e correntes políticas na corrida pelo comando do país.
Ao longo de aproximadamente cinco décadas de atuação política, Rui Costa Pimenta construiu sua trajetória a partir da militância iniciada durante a ditadura militar, passando pelo movimento estudantil, pela organização sindical e pela participação na fundação do PT.
Desde os anos 1990, sua atuação está concentrada no PCO, partido que preside e pelo qual volta a disputar a Presidência da República em 2026.
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