A defesa do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), negou que o parlamentar tenha obstruído investigações ou vazado informações sigilosas envolvendo o deputado TH Joias (MDB), alvo da Operação Zargun da Polícia Federal. O caso levou à decretação da prisão preventiva de Bacellar pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito da ADPF das Favelas, e a decisão será analisada pelo plenário da Alerj.
Segundo a defesa, Rodrigo Bacellar não atuou para interferir nas apurações sobre facções criminosas nem repassou dados sigilosos de operações policiais a investigados. As suspeitas de que ele teria alertado o deputado TH Joias sobre a Operação Zargun embasaram o pedido de prisão preventiva e o afastamento do cargo feitos por Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.
Os advogados afirmam que não há qualquer conduta de Bacellar que configure tentativa de obstrução de Justiça ou destruição de provas. A defesa sustenta ainda que a medida cautelar é desproporcional e que irá requerer a revogação da prisão após a deliberação da Alerj.
Depoimento à PF e análise na Alerj
Nesta quarta-feira (3), Bacellar prestou depoimento na Superintendência da Polícia Federal e, de acordo com seus defensores, respondeu a todas as perguntas e esclareceu os pontos levantados na investigação. A operação apura o vazamento de informações que teriam comprometido a eficácia da Operação Zargun, deflagrada para investigar ligações entre políticos, agentes públicos e o Comando Vermelho.
Nesta quinta-feira (4), o plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro deve apreciar a decisão do STF sobre a prisão preventiva do deputado. Como Bacellar detém imunidade formal, caso os parlamentares votem pela sua liberação, ele poderá retornar ao exercício da presidência da Alerj.
Nota da defesa na íntegra
“A defesa do Deputado Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nega que o parlamentar tenha atuado para obstruir investigações envolvendo facções criminosas. Bacellar também refuta qualquer acusação de que vazou informações a potenciais alvos de operações, o que teria justificado a decretação de sua prisão preventiva. Nesta tarde, ele foi ouvido pela Polícia Federal e esclareceu tudo o que lhe foi perguntado.”
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