O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi liberado da custódia da Polícia Federal no início da noite desta terça-feira (9), após receber tornozeleira eletrônica e cumprir os procedimentos exigidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), a soltura ocorreu às 19h10, na sede da Superintendência da PF, onde o parlamentar permanecia detido.
A libertação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, depois que a Alerj decidiu, em votação, revogar a prisão preventiva do deputado. Mesmo solto, Bacellar terá de cumprir uma série de restrições impostas pelo STF. Entre elas estão o afastamento da presidência da Alerj, recolhimento domiciliar, entrega dos passaportes, suspensão do porte de armas e a proibição de manter contato com outros investigados.
Bacellar havia sido preso no âmbito da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura o suposto vazamento de informações sigilosas sobre a Operação Zargun, que levou à prisão do deputado estadual TH Joias. Ele está detido desde setembro, acusado de intermediar negociações de armas para o Comando Vermelho.
Com a decisão desta terça-feira, Bacellar deixa a prisão, mas seguirá submetido a medidas cautelares rigorosas enquanto avançam as investigações sob responsabilidade da PF e supervisão do STF.
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