As manifestações contra a PEC da Blindagem e o PL da Anistia ultrapassaram as fronteiras brasileiras neste domingo (21), alcançando cidades como Lisboa, Londres, Paris e Berlim. Os atos refletem a crescente mobilização da sociedade civil, inclusive da comunidade brasileira no exterior, contra propostas vistas como ameaças à democracia e à responsabilização de autoridades.
Em Lisboa, manifestantes ocuparam a tradicional Praça Luís de Camões, no centro da cidade, com cartazes em português e palavras de ordem como “Anistia não” e “Sem blindagem para corruptos”. Em Londres, os protestos aconteceram em locais turísticos e simbólicos, com faixas em inglês e português denunciando os retrocessos políticos no Brasil.
HOJE É POVO NA RUA SEM ANISTIA LISBOA POVO CONTRA ANISTIA #bolsonarocondenado #BolsonaroNaCadeia #FreePalestine 🇧🇷🤲🏼 pic.twitter.com/O57lAYcbz9
— DEEJAY LEILOKA 🇧🇷🇵🇹🇩🇰 (@leiloka33) September 21, 2025
Paris e Berlim também registraram atos, reunindo brasileiros e apoiadores estrangeiros em defesa da democracia. Em declaração ao portal RFI, Silvia Capanema, professora da Universidade Sorbonne Paris Nord e deputada regional de Saint-Denis, alertou: “A anistia não pode ser usada contra a própria democracia. Ela só deve ser utilizada se for para favorecer a democracia”.
A mobilização internacional é uma resposta direta à PEC nº 3/2021, já aprovada na Câmara dos Deputados, que amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos e impõe limites à prisão de parlamentares. A proposta também determina que prisões em flagrante de deputados ou senadores só podem ser analisadas pela Casa em até 24 horas, dificultando ações judiciais.
Não flopou.
É histórico. O Brasil contra a anistia.BRASIL QUER JUSTIÇA
POVO CONTRA ANISTIA
PACIFICA COM PRISÃO
CONGRESSO SEM BANDIDAGEMLondres, Berlim, Lisboa pic.twitter.com/gPhQ7yVURH
— Geovana Maia 👠🌻 (@Maiageovana) September 21, 2025
Já o PL da Anistia busca perdoar crimes cometidos durante a tentativa de golpe de Estado e a invasão das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. A proposta é duramente criticada por movimentos sociais, juristas e parlamentares de oposição, que afirmam que ela incentiva a impunidade e desrespeita o Estado Democrático de Direito.
As manifestações internacionais, somadas aos protestos realizados nas principais capitais brasileiras, evidenciam a rejeição popular às propostas e pressionam o Congresso Nacional, especialmente o Senado, que ainda vai analisar a PEC da Blindagem.
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