A repercussão do anúncio da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro se estende além do cenário político, atingindo o mercado financeiro e a articulação interna do Partido Liberal (PL). Em entrevista à Folha de S. Paulo na sexta-feira (5), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou a reação negativa do mercado, apontando que a preocupação excessiva com lucros muitas vezes se sobrepõe às necessidades da população.
Carlos Bolsonaro mencionou os altos juros vigentes, sob a gestão de Gustavo Galípolo no Banco Central, afirmando que a taxa Selic está “muito bem, com quase 15% ou mais ao ano”. “Quando você traz algum nome que possa reduzir essa margem de lucros, é lógico que o mercado fica preocupado. O mercado está preocupado com o dinheiro, não está preocupado com o povo”, declarou. Durante o governo de Jair Bolsonaro, a Selic chegou a 2% ao ano, menor nível desde 1996. Na sexta-feira, o Ibovespa, principal índice da bolsa, registrou sua pior queda em quatro anos, coincidindo com o anúncio da pré-candidatura de Flávio, segundo o portal Poder360.
Além do impacto financeiro, Flávio Bolsonaro intensificou sua articulação política dentro do espectro conservador. Em publicações nas redes sociais, o senador destacou a intenção de unificar rapidamente seu grupo político e acelerar a aprovação de projetos estratégicos, incluindo anistia para inocentes como prioridade. “Temos só duas semanas, vamos unir a direita”, escreveu, reforçando a mobilização interna antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral.
A movimentação mostra que Flávio busca consolidar apoio dentro da direita e antecipar decisões legislativas consideradas essenciais para sua estratégia política, demonstrando preocupação tanto com a base eleitoral quanto com o ambiente institucional.
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