O Palácio do Planalto criticou nesta terça-feira (7) a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que discute a possível adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Em nota oficial, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que o parlamentar foi o único entre os 34 brasileiros inscritos no debate que não defendeu a rejeição das medidas tarifárias propostas pelo governo norte-americano. Segundo o Executivo, Flávio Bolsonaro pediu apenas o adiamento da decisão, postura classificada como motivada por interesses eleitorais.
Ainda de acordo com o comunicado, a manifestação do senador acabou reforçando os argumentos apresentados pelas autoridades dos Estados Unidos durante a investigação comercial contra o Brasil, ao não contestar os fundamentos utilizados para justificar a aplicação das novas barreiras.
Governo destaca negociações em andamento
O Planalto ressaltou que, enquanto a audiência era realizada em Washington, representantes de diferentes órgãos do governo brasileiro mantinham negociações com autoridades norte-americanas na tentativa de impedir a adoção das tarifas.
Segundo a Presidência, participaram das tratativas equipes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da Justiça e da própria Presidência da República.
Planalto faz crítica direta ao senador
Na parte final da nota, o governo federal afirmou que há uma diferença entre fazer oposição política e atuar de forma contrária aos interesses do país.
O comunicado sustenta que divergências entre governo e oposição fazem parte do processo democrático, mas considera inadequado recorrer a um governo estrangeiro em uma disputa que envolve interesses econômicos nacionais.
A manifestação do Planalto ocorre em meio às discussões sobre a possível imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, medida que segue sendo analisada pelas autoridades norte-americanas e é alvo de negociações diplomáticas entre os dois países.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











