O Partido Liberal (PL) oficializou nesta terça-feira (16) o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como o novo líder da Minoria na Câmara dos Deputados. Ele substitui a deputada Caroline de Toni (PL-SC), que renunciou ao cargo e assumiu a primeira vice-liderança.
Na prática, De Toni continuará representando a bancada em votações no plenário, já que Eduardo vive nos Estados Unidos desde julho e não registra presença em sessões deliberativas há mais de dois meses. A mudança tem como objetivo evitar que o parlamentar seja cassado automaticamente por excesso de faltas a partir do próximo ano.
Eduardo Bolsonaro é apontado como principal articulador de sanções impostas pelo governo Donald Trump contra o Brasil, em vigor desde agosto, em resposta à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado.
Segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), a decisão se ampara em ato da Mesa Diretora da Câmara de 2015, que dispensa líderes partidários de justificar ausências e registrar presença eletrônica. “Estamos protegendo sim o Eduardo Bolsonaro naquilo que estiver a nosso alcance, porque ele está exercendo o mandato, só que à distância”, declarou a deputada Caroline de Toni.
A oficialização já foi encaminhada ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Reação da base governista
A manobra gerou forte reação da oposição. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), classificou a medida como “um absurdo” e anunciou que o partido deve acionar o Plenário, a Mesa Diretora e até o Judiciário para barrar a decisão.
Na semana passada, o petista já havia protocolado no STF uma representação criminal pedindo a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, além do bloqueio de salários e verbas parlamentares recebidos enquanto está ausente do país. O pedido se fundamenta na atuação do deputado em lobby junto ao governo Trump para pressionar o Brasil após a condenação do pai.
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