A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (13) Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado. A operação faz parte de uma nova fase das investigações que apuram tentativas de fuga e obstrução da Justiça por integrantes do núcleo político próximo ao ex-presidente.
Segundo a PF, Gilson Machado teria intermediado a obtenção de um passaporte com o objetivo de facilitar a saída de Mauro Cid do país. O documento seria usado como parte de um plano de fuga, em meio às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Mauro Cid será ouvido pela Polícia Federal ainda hoje. Ele já é réu, ao lado de Bolsonaro e outras 29 pessoas, em ação que apura uma articulação para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que o grupo atuou para manter Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota nas urnas.
O ex-ajudante de ordens já havia feito acordo de colaboração premiada em outro processo, mas voltou ao centro das investigações após indícios de que teria descumprido o acordo e tentado atrapalhar as apurações.
A detenção de Gilson Machado, ex-ministro e aliado direto de Bolsonaro, amplia a crise no entorno do ex-presidente, que também é investigado por uma série de ações ilegais envolvendo tentativas de desacreditar o sistema eleitoral, falsificação de dados e articulações com setores das Forças Armadas.
A Polícia Federal considera a tentativa de obtenção do passaporte um novo capítulo da ofensiva para escapar da responsabilização judicial. A expectativa é que novas fases da investigação sejam deflagradas nos próximos dias.
A defesa dos investigados ainda não se pronunciou oficialmente.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











