A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta terça-feira (7), o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, atual presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a prisão ocorreu depois que agentes encontraram um fuzil no veículo do político durante ação da 6ª fase da Operação Unha e Carne.
O armamento localizado no carro seria um fuzil .556. A reportagem também informou que Canella teria alegado que a arma não pertencia a ele. O político foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
A operação deflagrada nesta terça-feira (07) tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como plataforma para lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos, segundo a Polícia Federal.
Ao todo, a PF informou que foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também determinou medidas de sequestro de bens e valores, além da suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.
Ainda conforme a Polícia Federal, o esquema investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, com base em relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros crimes que possam ser identificados no avanço das apurações.
A nova fase da Operação Unha e Carne ocorre dentro da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro. A ação segue diretrizes estabelecidas no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas.
Além de Canella, outros nomes também aparecem entre os alvos da operação, segundo a imprensa. A CNN informou que o delegado Marcus Amim também foi um dos principais alvos da ação. A Polícia Civil do Rio declarou que acompanha o caso e instaurou apuração disciplinar para verificar os fatos.
Até o momento, a defesa de Márcio Canella ainda não havia apresentado manifestação pública conclusiva nas reportagens consultadas. O espaço segue aberto para posicionamento dos citados.
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