A presidenta nacional do PSOL, Paula Coradi, afirmou ter tido seu visto de entrada nos Estados Unidos revogado pelo governo americano. Segundo ela, a decisão foi tomada após sua participação no Congresso dos Socialistas Democratas da América, realizado em agosto, onde fez críticas à administração do presidente Donald Trump.
“A revogação do meu visto é um ataque direto à atuação do PSOL. Estive lá para prestar solidariedade aos movimentos que lutam contra o autoritarismo da extrema-direita nos Estados Unidos e para denunciar o tarifaço que Trump impôs ao Brasil”, declarou Coradi nas redes sociais.
A medida gerou forte reação de lideranças do partido. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou que o episódio representa uma tentativa de intimidação política: “Os EUA terem cassado o visto da nossa presidenta só mostra que estamos do lado certo — do lado dos interesses do povo brasileiro frente aos ataques de Trump.”
O partido avalia a retirada do visto como um gesto ideológico e retaliatório, e promete acionar canais diplomáticos e jurídicos para obter esclarecimentos.
Até o momento, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
A participação de Coradi no evento dos Democratic Socialists of America (DSA) foi marcada por discursos de solidariedade internacional e críticas à crescente influência da extrema-direita no cenário global. O DSA é uma das maiores organizações socialistas dos EUA e reúne militantes de esquerda de todo o país.
Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro











