As declarações do deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) provocaram forte repercussão no cenário político fluminense nesta semana. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar acusou o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, de manter relações políticas com o empresário Ricardo Magro, apontado como alvo de investigações da Polícia Federal.
Durante a fala, Otoni afirmou que Ricardo Magro teria influência direta dentro do governo estadual, incluindo participação em indicações estratégicas para cargos importantes da administração pública, como Secretaria de Fazenda e Procuradoria-Geral do Estado.
O deputado também citou o senador Flávio Bolsonaro ao afirmar que aliados políticos continuariam dando sustentação ao grupo político por receio de possíveis delações no decorrer das investigações federais.
As declarações surgem em meio à repercussão da Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e evasão de recursos ligados ao setor de combustíveis no estado do Rio de Janeiro.
A investigação ganhou destaque nacional após agentes federais realizarem buscas relacionadas ao ex-governador Cláudio Castro e avançarem sobre empresários ligados ao ramo de combustíveis. Ricardo Magro, dono da Refit, também passou a ser alvo da operação.
A crise política no Rio de Janeiro se intensificou após os desdobramentos da investigação, ampliando o embate entre grupos políticos ligados ao bolsonarismo e setores da base governista.
Até o momento, os citados negam irregularidades. A defesa de Cláudio Castro afirma que todos os atos da gestão seguiram critérios legais e técnicos. Já Ricardo Magro sustenta que é alvo de perseguição empresarial e política.
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