A candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição foi oficializada em convenção nacional do PL neste domingo (24). Como vice, foi oficializado o nome do ex-ministro da Defesa Braga Netto.
Durante discurso para os participantes no Maracanãzinho, no Rio, Bolsonaro voltou a confrontar o judiciário, convocando seus apoiadores para um ato público no 7 de Setembro, além de dirigir ataques aos ministros Supremo Tribunal Federal (STF).
CONVOCAÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA @jairbolsonaro !
Dia 7 será grande! pic.twitter.com/gdHa86HGSL— Carla Zambelli (@CarlaZambelli38) July 24, 2022
“Convoco todos vocês agora para que todo mundo, no 7 de Setembro, vá às ruas pela última vez. Vamos às ruas pela última vez”, disse, enquanto a plateia respondia com o grito de “mito”.
Na escalada de ataques contra os ministros do STF e também contra o sistema eleitoral, sobretudo, o uso de urnas eletrônicas, o bolsonarismo busca mobilizar apoiadores para um grande ato de campanha no mesmo feriado em que, no ano passado, o presidente defendeu atos golpistas e atacou a corte.
Impossível não se emocionar!
Obrigado a todos pela presença hoje no Maracanãzinho e aos que se mantiveram aqui, no digital, lutando #PeloBemdoBrasil !
O #capitaodopovo @jairbolsonaro agora é oficialmente candidato a Presidente do Brasil pelo PL. pic.twitter.com/6RU7jeeoiO— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 24, 2022
“Esses poucos surdos de capa preta têm que entender o que é a voz do povo. Têm que entender que quem faz as leis é o Poder Executivo e o Legislativo. Todos têm que jogar dentro das quatro linhas da Constituição. Isso interessa a todos nós”, afirmou Bolsonaro.
De acordo com a reportagem da Folha de São Paulo, “no início de seu discurso, o mandatário já tinha dado a deixa para que seus apoiadores atacassem os magistrados da corte”.
Bolsonaro afirmou que, sob seu governo, o povo tomou conhecimento sobre o que era o Supremo Tribunal Federal. Em seguida, abaixou o microfone e deixou que o público entoasse vaias e a palavra de ordem “Supremo é o povo”.
Em outro trecho de sua fala, o presidente voltou a uma metáfora que costuma fazer e chamou seus apoiadores de “exército”. Jurou dar a vida pela liberdade e fez com que o público fizesse o mesmo juramento. Ele também destacou o militar como companheiro de chapa.
“Esse, Braga Netto, é o nosso exército. É o exército do povo, o exército que está do nosso lado, que não admite corrupção, não admite fraude. Esse é o exército que quer transparência, quer respeito. Quer, não. Merece e vai ter”, completou.
“Fraude” e “eleições limpas”
Apesar de todos saberem da imprevisibilidade do presidente, seu entorno esperava que ele evitasse declarações radicais e ataques ao Supremo. Havia um temor de que ele falasse sobre urnas eletrônicas, o que não ocorreu, ainda que ele tenha mencionado a palavra “fraude”, além de “eleições limpas”.
O discurso do chefe do Executivo durou pouco mais de uma hora. Com citações a Deus e críticas ao comunismo, Bolsonaro também destacou feitos do seu governo, em especial para mulheres e jovens.
Esses segmentos são os que têm maior rejeição ao presidente (61% e 60%, respectivamente). Por isso, a campanha esperava que o discurso de Bolsonaro seguisse nessa toada.
Ele destacou, como tem feito nos últimos dias, o fato de que a titulação de terras é feita em nome das mulheres. Apenas homens solteiros ou viúvos podem ter seus nomes no documento.











