Durante o julgamento sobre a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticaram duramente o vazamento de conversas privadas do banqueiro Daniel Vorcaro.
Os diálogos, contidos nos celulares do empresário apreendidos pela Polícia Federal (PF) nas investigações sobre fraudes ligadas ao Banco Master, foram compartilhados com a imprensa após serem enviados à CPMI, gerando ampla repercussão.
Gilmar Mendes qualificou a divulgação como “deplorável” e “abominável” ao se dirigir ao senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, presente no julgamento.
Alexandre de Moraes reforçou a gravidade do episódio, classificando o vazamento como “criminoso”.
Em março, Moraes já havia negado qualquer contato com Vorcaro em 17 de novembro de 2025, data da primeira prisão do empresário na Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master. O jornal O Globo teve acesso a prints das mensagens que deram origem à polêmica sobre a divulgação das conversas.
A situação reacende o debate sobre a segurança de informações sigilosas em comissões parlamentares e o impacto do vazamento de dados pessoais na esfera pública e judicial.
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