Na manhã desta terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu a segunda reunião ministerial de 2025, com foco na avaliação da gestão e no planejamento estratégico até 2026. Durante o encontro, Lula criticou duramente a família do ex-presidente Jair Bolsonaro, em especial o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está de licença e reside nos Estados Unidos.
Lula classificou o comportamento do parlamentar como “uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus” e afirmou que ele já deveria ter sido expulso da Câmara dos Deputados. O presidente acusou Eduardo de “insuflar com mentiras e hipocrisias outro Estado contra o Estado nacional do Brasil” e pediu aos ministros que defendam a soberania do país em seus discursos públicos.
A crítica de Lula se baseia na atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA, onde tem se encontrado com aliados do ex-presidente Donald Trump e defendido políticas que, segundo o presidente brasileiro, prejudicam os interesses nacionais. Em resposta, Eduardo afirmou que Lula está tentando construir “uma narrativa para meu extermínio” e acusou o presidente de perseguição política.
O episódio ocorre em meio a um cenário de tensões políticas internas e externas, com o governo federal buscando reforçar sua agenda de soberania nacional e enfrentando críticas da oposição.
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