A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de R$ 320 milhões em bens do ex-prefeito Marcelo Crivella e de outros oito envolvidos, incluindo ex-gestores públicos e empresários, por suspeita de improbidade administrativa em contratos firmados durante a pandemia de Covid-19.
A decisão, em caráter liminar, atende a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), que apura supostas irregularidades em acordos firmados entre a prefeitura e a empresa chinesa China Meheco Corporation. Segundo a denúncia, houve direcionamento de licitações com o objetivo de favorecer a companhia estrangeira.
De acordo com os cálculos do MP e do Tribunal de Contas do Município, o prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 68 milhões. A investigação aponta para a compra de equipamentos médicos acima da necessidade real da rede municipal de saúde, além de sobrepreços e perdas causadas por variações cambiais nos contratos emergenciais.
Propina e caixa dois na campanha
A ação também relata o pagamento de propina e a utilização de parte dos recursos para abastecer um suposto caixa dois da campanha de Crivella à Prefeitura do Rio em 2016.
Entre os réus estão, além de Crivella, a ex-secretária municipal de Saúde Ana Beatriz Busch Araújo, o ex-subsecretário Ivo Remuszka Junior, empresários e empresas envolvidas nas contratações. Ao todo, são nove os denunciados na ação civil pública.
Em nota, a defesa de Marcelo Crivella afirmou ter tomado conhecimento da decisão judicial pela imprensa e que aguarda notificação oficial para apresentar recurso. Os demais denunciados não foram localizados pela reportagem até o momento.
O Ministério Público, além do bloqueio de bens, solicita a condenação dos réus e o ressarcimento integral dos valores desviados. O processo segue em tramitação.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










