O PT está cortando pela metade a fatia do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (fundo eleitoral) para as campanhas dos governos estaduais, segundo informa reportagem da Folha de São Paulo.
O que será destinado para as eleições regionais este ano é quase metade do que a legenda destinou em 2018, cerca de R$ 32 milhões ou 15% de um total de R$ 212,2 milhões liberados para o partido.
Esse ano, o PT terá um aumento significativo nos recursos do fundo, R$ 499,6 milhões para dividir em suas campanhas.
Contudo, o diretório nacional deve reservar aos candidatos a governador apenas a quantia de R$ 41,7 milhões, ou seja, 8,34% do total.
“Ainda não foram estabelecidos critérios para a divisão desses recursos, mas a questão já causa apreensão entre as pré-candidaturas”, diz um trecho da reportagem da Folha.
A redução de recursos representará um desafio maior às candidaturas regionais, obrigando os candidatos a buscar fontes alternativas de financiamento, como a promoção de eventos, jantares e campanhas de arrecadação.
Esforço para ampliar bancada parlamentar
A prioridade do PT este ano é a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O comitê de campanha de Lula terá direito a 26,03% do fundo, o que representa pouco mais de R$ 130 milhões.
Além disso, a legenda também concentrará suas forças nas eleições para o Congresso Nacional, buscando a governabilidade em uma eventual gestão petista — deixando os governos estaduais em segundo plano.
Até o momento, o PT tem 13 pré-candidaturas colocadas — número que deverá ser reduzido para cerca de nove segundo estimativas de lideranças petistas.











