A pressão por respostas sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cresce no Senado Federal. Os senadores Leila Barros (PDT-DF) e Sérgio Moro (União-PR) declararam apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de descontos irregulares aplicados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.
As suspeitas giram em torno de cobranças feitas por associações, sindicatos e outras entidades que, sem autorização dos segurados, descontaram valores mensais diretamente da folha de pagamento do INSS. Estima-se que mais de 800 mil beneficiários possam ter sido atingidos por essas práticas.
“Precisamos proteger os idosos e garantir que os recursos da aposentadoria não sejam desviados de forma fraudulenta. Essa CPI é uma medida urgente de defesa da população”, afirmou Leila Barros.
Sérgio Moro também se manifestou a favor da investigação aprofundada. Para ele, é fundamental que o Senado atue de forma rigorosa para desmontar eventuais esquemas. “Os responsáveis por fraudar o INSS devem ser identificados e punidos. Estamos falando de crimes que afetam diretamente a dignidade de quem depende da Previdência”, disse o senador.
A proposta da CPI ganhou ainda mais força após a audiência da Comissão de Fiscalização do Senado com o ministro da Previdência, Carlos Lupi, que reconheceu a gravidade das denúncias e prometeu reforçar os mecanismos de controle.
Atualmente, o INSS disponibiliza ferramentas no aplicativo e site Meu INSS para que os beneficiários acompanhem os descontos em seus pagamentos. No entanto, muitos segurados relatam dificuldade em identificar e cancelar cobranças indevidas.
Com a coleta de assinaturas em andamento, a expectativa é de que a CPI seja formalizada nas próximas semanas. Caso aprovada, a comissão deverá investigar contratos suspeitos, ouvir representantes de entidades envolvidas e propor soluções para evitar novas fraudes no sistema previdenciário brasileiro.
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*Da Agência Fonte Exclusiva com informação TV Senado e Direto da Redação. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










