Garantir que o eleitor consiga chegar à urna e votar sem sofrer pressão será uma das prioridades da operação de segurança montada para as eleições de 2026 no Rio de Janeiro.
Para reforçar essa estrutura, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o emprego das Forças Armadas no estado durante o primeiro turno.
A votação será realizada em 4 de outubro e terá aproximadamente 5 mil locais funcionando simultaneamente em território fluminense.
O pedido de apoio federal havia sido aprovado anteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), com manifestação favorável do Governo do Estado, e depois recebeu aval unânime do TSE.
Segundo o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, o reforço será importante diante da dimensão da eleição e das particularidades da segurança pública no Rio.
Um dos principais focos da Justiça Eleitoral são regiões onde traficantes, milicianos ou outros grupos criminosos exercem domínio territorial. A preocupação é evitar que esse controle seja utilizado para intimidar moradores ou tentar influenciar a escolha dos candidatos.
Por isso, a operação não estará voltada apenas para possíveis confrontos ou episódios de violência no dia da votação. O planejamento também busca identificar formas menos evidentes de ameaça, constrangimento e interferência sobre os eleitores.
Outra medida adotada pelo TRE-RJ foi a transferência de seções eleitorais localizadas em áreas consideradas de alto risco. Mais de 60 locais já foram alterados especificamente por motivos de segurança, atingindo municípios como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras, Cabo Frio e São Gonçalo.
O Tribunal também criou estruturas de integração entre Justiça Eleitoral, Ministério Público e órgãos de segurança e inteligência para compartilhar informações e antecipar possíveis ameaças ao processo eleitoral.
O reforço federal será formado por integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Após a autorização do TSE, cabe ao Ministério da Defesa organizar o planejamento e a execução da operação, em articulação com a Justiça Eleitoral e o Comando Militar do Leste.
A estratégia é combinar forças municipais, estaduais e federais para proteger eleitores, servidores da Justiça Eleitoral, urnas e locais de votação.
Para o TRE-RJ, a prioridade é impedir que a atuação de organizações criminosas ou qualquer outro tipo de pressão comprometa o sigilo e a liberdade do voto.
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro. Caso haja necessidade de segundo turno para presidente da República ou governador, a nova votação ocorrerá em 25 de outubro.
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