O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, descartou a possibilidade de lançar sua mãe, Rogéria Bolsonaro, como candidata ao Senado pelo estado nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada a aliados após a desistência do ex-governador Cláudio Castro da disputa, em um momento de reorganização da chapa da direita fluminense.
Segundo informações publicadas nesta segunda-feira, 1º de junho, Flávio afirmou a deputados do PL que Rogéria não teria condições físicas para enfrentar uma campanha estadual. “Minha mãe não tem saúde para correr o estado”, teria dito o senador em conversas reservadas com parlamentares.
Com isso, a tendência é que Rogéria Bolsonaro permaneça como possibilidade para ocupar uma vaga de suplente em uma das candidaturas apoiadas pelo grupo político ligado à família Bolsonaro no Rio de Janeiro. A hipótese de suplência já havia sido admitida anteriormente por Flávio, que negou em maio que a mãe fosse indicada para disputar uma vaga titular ao Senado.
A movimentação ocorre após a saída de Cláudio Castro do tabuleiro eleitoral. O ex-governador do Rio, que era cotado para disputar uma das duas vagas ao Senado em 2026, anunciou a desistência da pré-candidatura depois de ser alvo de operações da Polícia Federal ligadas a investigações envolvendo o Banco Master. Castro afirmou que pretende se dedicar à própria defesa.
Antes do recuo, Castro era considerado um dos nomes fortes para compor a chapa majoritária da direita no estado. Em fevereiro, Flávio Bolsonaro havia indicado que o grupo apoiaria Cláudio Castro e Márcio Canella, do União Brasil, como candidatos ao Senado pelo Rio.
Com a desistência de Castro, a segunda vaga da chapa voltou a ser discutida internamente. Márcio Canella segue como um dos nomes já colocados na disputa, enquanto partidos aliados avaliam alternativas para manter competitividade no campo conservador.
A eleição de 2026 terá peso especial para o Senado, já que cada estado escolherá dois representantes. Por isso, a definição das chapas majoritárias é considerada estratégica para os grupos políticos que buscam ampliar influência no Congresso Nacional.
No caso do Rio, a disputa ganha ainda mais relevância porque Flávio Bolsonaro também se apresenta no cenário nacional como pré-candidato à Presidência da República. O senador tem buscado fortalecer sua posição política em agendas nacionais e internacionais, incluindo reuniões recentes nos Estados Unidos.
A retirada do nome de Rogéria Bolsonaro da disputa titular reduz uma das possibilidades discutidas nos bastidores, mas não encerra as articulações. O PL e aliados ainda precisam definir quem ocupará o espaço deixado por Cláudio Castro e como será montada a chapa que representará a direita fluminense na eleição ao Senado.
Até o momento, não há anúncio oficial sobre o segundo nome que será apoiado pelo grupo. A expectativa é que as negociações avancem nos próximos meses, considerando alianças partidárias, força eleitoral regional, presença na Baixada Fluminense e capacidade de mobilização no interior do estado.
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