O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou nesta quarta-feira (9) a sessão plenária que estava prevista para as 14h. A informação foi divulgada pelo g1.
Até o momento, o Supremo não apresentou uma justificativa oficial para o cancelamento da sessão.
A mudança na agenda ocorre em um momento de tensão entre ministros da Corte, marcado por divergências relacionadas à atuação da Polícia Federal e por decisões recentes que alteraram o comando da instituição.
Sessão é cancelada após decisão de Flávio Dino
O cancelamento ocorreu no mesmo dia em que o ministro Flávio Dino determinou o retorno de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência Policial.
Os dois haviam sido afastados na terça-feira (8) por decisão do ministro André Mendonça. Com a determinação de Dino, o cenário envolvendo a direção da PF sofreu uma nova reviravolta em menos de 24 horas.
A decisão também aprofundou as divergências entre ministros sobre a condução de investigações e sobre os limites das decisões individuais dentro do Supremo.
Disputa interna aumenta a expectativa sobre o STF
A crise envolve diferentes integrantes da Corte, entre eles Flávio Dino, André Mendonça e Alexandre de Moraes, e passou a expor divergências sobre a atuação da Polícia Federal em investigações relacionadas a processos que tramitam no tribunal.
Entre os pontos de discussão estão a competência dos ministros para tomar decisões individuais, a condução de medidas envolvendo autoridades da PF e os efeitos dessas determinações sobre investigações em andamento.
Diante desse cenário, havia expectativa de que a sessão plenária desta quarta-feira pudesse abrir espaço para manifestações ou discussões relacionadas ao conflito entre os ministros.
Com o cancelamento, porém, o plenário não se reuniu no horário inicialmente previsto. O STF não informou se a sessão será remarcada nem apresentou, até o momento, detalhes sobre os motivos que levaram à alteração da agenda.
Enquanto isso, permanece o impasse sobre as decisões envolvendo os dirigentes da Polícia Federal e sobre os próximos passos que serão adotados pelos ministros envolvidos no caso.
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