Lorenzo Pazolini (Republicanos), prefeito reeleito de Vitória (ES) com 56% dos votos em 2024 e nome forte para o governo capixaba em 2026, está no centro de uma tempestade política após ser filmado em um momento descontraído ao lado da vice-prefeita Cris Samorini (União Progressista) durante show da banda Calcinha Preta em Teresina (PI).
As imagens, que viralizaram nas redes nesta quarta-feira (14), mostram o gestor segurando (supostamente) uma bebida alcóolica e com as mãos nos ombros da vice, que dançava animada. O episódio levantou suspeitas de um suposto affair – ambos são casados com outras pessoas – e críticas por deixarem a cidade sem comando oficial.
Pazolini viajou a São Luís (MA) para participar de um evento do Tribunal de Contas do Maranhão, onde apresentou programas de urbanização de Vitória. No entanto, no dia seguinte (10/05), ele apareceu no Xand’s Bar, em Teresina, curtindo o show da banda nordestina ao lado de Samorini, que alegou estar “a passeio”.
Enquanto a viagem oficial do prefeito foi custeada com verba pública (incluindo diárias e passagens), a ausência não oficial da vice e a coincidência de destinos geraram cobranças na Câmara Municipal.
Ver essa foto no Instagram
Vereador aliado acusa “vácuo institucional”
Em sessão de quarta-feira, o vereador Dárcio Bracarense (PL), da base governista, criticou a falta de comunicação sobre quem assumiu o Executivo durante a ausência simultânea: “Vitória ficou sem comando, sem respeito às normas legais”, disse, exigindo esclarecimentos sobre gastos públicos e justificativas das viagens.
A Lei Orgânica do município permite que prefeito e vice se ausentem por até 15 dias, mas o silêncio oficial alimentou a crise.
Casal público, vida privada?
Pazolini, de 42 anos, é casado com a promotora Paula Almeida e construiu a imagem de “cidadão de bem”, alinhado a pastores da Assembleia de Deus. Já Cris Samorini, 46, empresária e ex-presidente da Findes (Federação da Indústria do Espírito Santo), é casada há 20 anos. O contraste entre a postura conservadora e as cenas do show reacendeu memes e comentários ferinos nas redes: “Dançou forró e o moralismo junto”, brincou um internauta.
Especialistas avaliam que o caso pode manchar a trajetória de Pazolini, que busca projeção regional. Apesar de legalmente regular, a exposição negativa ameaça sua base religiosa e a aliança com setores da direita capixaba. Enquanto a oposição pede transparência, o prefeito já tenta controlar os danos. Nas ruas de Vitória, o assunto divide opiniões: para alguns, é “muita hipocrisia”; para outros, a exposição é uma “invasão de privacidade”.
A Câmara de Vitória deve apreciar o requerimento de Bracarense na próxima semana. Caso se confirme o uso irregular de recursos, Pazolini poderá enfrentar até processos por improbidade.
Enquanto isso, o vídeo segue rodando – um teste de fogo para quem sempre apostou na bandeira da “família tradicional”.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











