O general Braga Netto teve a prisão preventiva mantida, no âmbito do inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado. Ele passou por audiência de custódia por videoconferência na tarde de sábado (14) e foi ouvido pelo juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes.
Candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 e ex-ministro na gestão do ex-presidente, o general foi preso na manhã de sábado, em sua casa, em Copacabana, zona sul do Rio.
Segundo a Polícia Federal (PF), ele estaria tentando atrapalhar as investigações. A decisão que autorizou a prisão de Braga Netto foi assinada no dia 10 de dezembro por Alexandre de Moraes e recebeu o aval do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Segundo o procurador, a prisão preventiva seria uma medida capaz de garantir a ordem pública, para evitar a “continuidade do esquema criminoso deflagrado”.
Interferência nas investigações
Na decisão que autorizou a prisão preventiva, Alexandre de Moraes afirma que o réu tentou obter detalhes da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e indica que houve obstrução de Justiça.
A investigação aponta que houve contatos de Braga Netto com o pai de Mauro Cid, o general Mauro César Lourena Cid, com o objetivo de obter dados sigilosos, controlar o que seria repassado à investigação e manter informados os envolvidos na ação. As informações foram prestadas na última audiência de Mauro Cid à PF, no dia 21 de novembro.
A investigação ainda encontrou papéis na mesa do coronel Flávio Botelho Peregrino, assessor de Braga Netto, que orientariam perguntas e respostas sobre a delação de Mauro Cid.
Na audiência, Mauro Cid também revelou que Braga Netto repassou dinheiro em uma sacola de vinho para financiamento das despesas de ações para o golpe de estado.
Segundo ele, o dinheiro foi repassado diretamente ao então Major Rafael de Oliveira. A PF também descobriu a compra de celular e carregamentos de chip, com pagamentos em espécie em estabelecimento de Brasília.
Garantia da ordem pública, diz procurador
A decisão que autorizou a prisão de Braga Netto foi assinada no dia 10 de dezembro por Moraes e recebeu o aval do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Segundo o procurador, a prisão preventiva seria uma medida capaz de garantir a ordem pública, para evitar a “continuidade do esquema criminoso deflagrado”. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Braga Netto.
Outro lado
A defesa de Braga Netto informou que vai se manifestar nos autos e que quer ter a oportunidade de comprovar que não houve obstrução às investigações.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










