A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre evangélicos, afirmando que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo”, gerou repercussão entre políticos da oposição e líderes religiosos neste sábado (7).
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, publicou nas redes sociais críticas à fala do presidente, afirmando que ela evidencia o uso de evangélicos como “curral eleitoral” pela esquerda.
A fala de Lula escancara a lógica da esquerda: usar o Estado para tentar comprar consciência e tratar evangélicos como curral eleitoral.
Reduzir fé a benefício é desprezo.
Reduzir voto a barganha é cinismo.
Reduzir cidadãos a dependentes é autoritarismo disfarçado.Fé não se…
— Sóstenes Cavalcante (@DepSostenes) February 7, 2026
Segundo ele, o governo utilizaria a máquina pública para fins eleitorais. “A fala de Lula escancara a lógica da esquerda: usar o Estado para tentar comprar consciência e tratar evangélicos como curral eleitoral”, escreveu no X (antigo Twitter).
No discurso que motivou a reação, Lula destacou a importância de partidos de esquerda se aproximarem da periferia e mencionou a população evangélica: “90% dos evangélicos ganham benefícios do governo. Nós não podemos esperar que um pastor fale bem de nós. Nós temos que ir para lá e conversar”.
LULA COMO SEMPRE É UM FALASTRÃO MENTIROSO ! Disse hoje que 90% dos evangélicos recebem benefícios do seu governo . É especialista em inflar números para enganar o povo . UM VERDADEIRO PINÓQUIO ! Manipula dados, exatamente como
Estão tentando fazer no IBGE , para favorecer esse…— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) February 8, 2026
Cavalcante criticou a abordagem, afirmando que reduzir fé a benefícios e voto a barganha demonstra cinismo e desrespeito à autonomia dos cidadãos: “Reduzir fé a benefício é desprezo. Reduzir voto a barganha é cinismo. Reduzir cidadãos a dependentes é autoritarismo disfarçado.”
Líderes religiosos também se posicionaram. O pastor Silas Malafaia chamou Lula de “Pinóquio” e acusou o presidente de manipular números para enganar a população. “Disse hoje que 90% dos evangélicos recebem benefícios do seu governo. É especialista em inflar números para enganar o povo”, publicou.
O deputado estadual Delegado Zucco (Republicanos-RS) afirmou que a fala tenta desqualificar um grupo historicamente contrário ao projeto político de Lula.
Já o pastor Franklin Ferreira classificou a declaração como “profundamente cínica”, ressaltando que o cristianismo não se baseia em benefícios estatais, mas em trabalho, família e responsabilidade moral. Ferreira acrescentou: “Cristãos não são massa de manobra. Quando o Estado passa a tratar a fé como curral, ainda existem ovelhas que reconhecem outro Pastor”.
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