O senador Davi Alcolumbre (União-AP) foi reeleito presidente do Senado Federal neste sábado (1º), consolidando sua segunda passagem pelo cargo após o mandato de 2019 a 2021, durante o governo Bolsonaro.
Com 73 votos dos 81 senadores, Alcolumbre superou os candidatos Marcos Pontes (4 votos) e Eduardo Girão (4 votos), em uma eleição marcada pela participação total dos parlamentares, incluindo ministros que retornaram temporariamente ao plenário.
Discurso de união e consenso
Em seu primeiro pronunciamento, Alcolumbre destacou o compromisso de ser um “catalisador de consensos” para melhorar a vida dos brasileiros. A fala, divulgada pela Agência Senado, reforçou o tom conciliador do parlamentar, que recebeu ligações de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) após a vitória.
O gesto simboliza o apoio bipartidário à sua gestão, conforme relataram os senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à GloboNews.
Detalhes da votação
Participação total: Todos os 81 senadores votaram, incluindo os ministros Camilo Santana (Educação), Carlos Fávaro (Agricultura) e Wellington Dias (Desenvolvimento Social), que retornaram temporariamente aos mandatos.
Candidaturas retiradas: Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Marcos do Val (Podemos-ES) desistiram da disputa horas antes da sessão.
Transição: Alcolumbre sucede a Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que comandou o Senado por quatro anos.
Tensões entre Executivo e Legislativo
A eleição de Alcolumbre ocorre em um momento de tensões entre Executivo e Legislativo, com o governo Lula buscando aprovar reformas estruturais.
Sua experiência prévia no cargo e o apoio de figuras de espectros ideológicos opostos sugerem uma estratégia de mediação para agilizar pautas prioritárias, como o novo marco fiscal e projetos sociais.











