O Supremo Tribunal Federal (STF) é formado por 11 ministros, responsáveis por interpretar a Constituição e julgar temas que moldam o país. Para integrar a Corte, é necessário preencher alguns requisitos constitucionais: ser brasileiro nato, ter entre 35 e 65 anos, possuir notório saber jurídico e reputação ilibada — ou seja, não ter acusações ou suspeitas que manchem a trajetória profissional.
Os ministros são escolhidos pelo presidente da República e passam por uma sabatina rigorosa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Após essa etapa, o nome precisa ser aprovado pelo plenário da Casa antes da nomeação oficial.
Atualmente, o STF é composto pelos seguintes ministros e respectivas datas previstas de aposentadoria compulsória, aos 75 anos:
- Luiz Fux: abril de 2028 (indicado por Dilma Rousseff em 2011)
- Cármen Lúcia: abril de 2029 (indicada por Lula em 2006)
- Gilmar Mendes: dezembro de 2030 (indicado por Fernando Henrique Cardoso em 2002)
- Edson Fachin: fevereiro de 2033 (indicado por Dilma Rousseff em 2015)
- Dias Toffoli: novembro de 2042 (indicado por Lula em 2009)
- Alexandre de Moraes: dezembro de 2043 (indicado por Michel Temer em 2017)
- Flávio Dino: abril de 2043 (indicado por Lula em 2023)
- Nunes Marques: maio de 2047 (indicado por Jair Bolsonaro em 2020)
- André Mendonça: dezembro de 2047 (indicado por Jair Bolsonaro em 2021)
- Cristiano Zanin: novembro de 2050 (indicado por Lula em 2023)
A Corte ainda deve ter uma nova nomeação em breve, com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do STF, que deixará o cargo antes do prazo legal.
A sucessão abrirá espaço para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indique mais um nome, reforçando sua influência sobre o tribunal nos próximos anos.
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