Neste domingo (21), cerca de 41 milhões de colombianos vão às urnas para escolher o próximo presidente do país, que governará o período entre agosto de 2026 e agosto de 2030.
Por se tratar de um sistema sem reeleição imediata, o pleito define a sucessão no comando do Executivo nacional.
A disputa no segundo turno coloca frente a frente o senador Iván Cepeda, representante da esquerda e aliado do atual presidente Gustavo Petro, e o advogado Abelardo De La Espriella, candidato da extrema-direita que conta com apoio político do ex-presidente norte-americano Donald Trump.
No primeiro turno, realizado em 31 de maio, De La Espriella obteve 43,7% dos votos, enquanto Cepeda ficou com 40,9%, em uma diferença que representou centenas de milhares de eleitores e evidenciou a polarização do cenário político colombiano.
A campanha ocorre em meio a debates intensos sobre segurança pública e o histórico conflito armado no país. Iván Cepeda defende a continuidade da política de “paz total”, baseada em negociações e diálogo com grupos armados.
Já De La Espriella propõe uma abordagem mais rígida, com reforço das forças de segurança e enfrentamento direto ao crime organizado.
Além das pautas internas, o resultado da eleição é acompanhado com atenção por outros países, já que pode influenciar a política externa da Colômbia e suas relações com os Estados Unidos, além de impactar a dinâmica política da América do Sul.
A votação deste domingo é considerada decisiva para o futuro político do país e para os rumos das estratégias de segurança, diplomacia e governabilidade nos próximos anos.
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