Em seu primeiro depoimento no âmbito de uma delação premiada à Polícia Federal, o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estavam ligados a uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Cid descreveu Michelle e Eduardo como parte da “ala mais radical” que teria articulado ações antidemocráticas após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.
De acordo com a íntegra da delação, que foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo neste domingo, os dois teriam incentivado o ex-presidente Jair Bolsonaro a adotar medidas drásticas em resposta ao resultado eleitoral. No entanto, o relatório final da Polícia Federal, concluído em 21 de novembro de 2024, não menciona essas alegações, e o nome de Michelle não aparece, enquanto Eduardo é citado de forma indireta.
Cid também afirmou que Michelle e Eduardo teriam convencido Jair de que contava com apoio popular e de grupos de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs). Além dos familiares, a “ala radical” mencionada por Cid incluía o deputado Filipe Martins (PL-TO), o ex-chefe da Secretaria Geral da Presidência Onyx Lorenzoni, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL-PE), o general Mario Fernandes, e os senadores Jorge Seif (PL-SC) e Magno Malta (PL-ES). Dentre esses, apenas Martins e Fernandes foram formalmente indiciados pela PF.
Na época, tanto Michelle quanto Eduardo negaram qualquer envolvimento em planos de golpe. A defesa da ex-primeira-dama classificou as acusações como “absurdas e sem fundamento”, enquanto Eduardo descreveu a delação de Cid como “delírio” e “ficção”.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da RT Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











