O chefe de gabinete do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, Rui Bulhões, foi exonerado nesta terça-feira (16) após se tornar alvo da segunda fase da Operação Unha e Carne, que culminou na prisão do desembargador Macário Ramos Júdice Neto.
A exoneração foi publicada pelo deputado estadual Guilherme Delaroli, presidente em exercício da Alerj, em edição extra do Diário Oficial. Nesta terça, a residência de Bulhões também foi alvo de buscas, juntamente com a de Bacellar, dentro das investigações da Polícia Federal sobre o suposto vazamento de informações da Operação Zargun. A primeira fase da operação, realizada em setembro, resultou na prisão de Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, acusado de atuar em conjunto com o Comando Vermelho (CV).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a segunda fase da investigação. Em seu despacho, ele destaca diálogos de 2 de setembro, obtidos via WhatsApp, nos quais Bacellar informa ao assessor Rui Carvalho que estava em encontro em uma churrascaria com o desembargador Júdice Neto. Na mesma data, Bacellar teria comunicado à funcionária do Detran-RJ, Thalita Alves Carvalho dos Santos, sobre o jantar com o magistrado.
A Polícia Federal apura se esse encontro foi o ponto de partida para o vazamento de informações sobre a operação que resultou na prisão de TH Joias. Além das buscas, foi cumprido mandado de prisão preventiva contra Júdice Neto, relator do processo no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Segundo as investigações, o desembargador teria compartilhado informações sigilosas sobre a operação que levou à prisão do ex-deputado estadual.
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