Por Leandro Silveira
O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) afirmou nesta segunda-feira (16) que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve aprovar ainda este mês a adoção do B15 — a mistura de 15% de biodiesel ao diesel fóssil. A próxima reunião do CNPE está prevista para a última semana de junho.
Segundo o parlamentar, que participou do seminário “Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil” (MBCBrasil), o avanço é resultado de uma série de medidas voltadas à segurança e integridade na comercialização de combustíveis. “Agora nós vamos conseguir andar para o B15”, afirmou Jardim, em conversa com jornalistas nos bastidores do evento.
Obstáculos anteriores
O deputado relembrou que o principal impasse para a adoção do B15 vinha sendo a falta de estudos conclusivos e o receio de fraudes. “Eles alegaram que não ia de B14 para o B15 por razões de estudos e porque estavam preocupados com um grau grande de adulteração”, explicou.
Esse cenário começou a mudar, segundo Jardim, após três ações concretas:
- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, convocou a Polícia Federal para discutir o enfrentamento às fraudes;
- O setor produtivo se comprometeu a doar equipamentos à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para fortalecer a fiscalização;
- O Congresso Nacional aprovou alterações legislativas para endurecer punições contra crimes de adulteração.
Próximos passos: B20 no horizonte
Com o caminho aberto para o B15, Arnaldo Jardim defende que o Brasil avance também no cronograma rumo ao B20 — mistura de 20% de biodiesel no diesel. “Hoje, o padrão tecnológico e os estudos já realizados dão o sinal verde para esse avanço até o B20”, afirmou. “De B20 para frente, aí sim, é necessário um estudo mais profundo.”
Transição energética e combustíveis marítimos
Jardim também comentou os trabalhos da Comissão de Transição Energética da Câmara, que ele preside. Entre as prioridades, está a elaboração de uma legislação voltada aos combustíveis marítimos, em consonância com as normas internacionais debatidas na Organização Marítima Internacional (IMO).
“Assim como fizemos com os combustíveis do futuro e os da aviação, vamos trabalhar uma legislação específica para o combustível marítimo”, disse.
A iniciativa faz parte do esforço brasileiro de modernizar sua matriz energética, incentivar biocombustíveis e se alinhar às metas globais de descarbonização.
*Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Agência Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











