O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, declarou nesta quinta-feira (4) que o Brasil está disposto a ampliar a cooperação militar com a China. A afirmação foi feita após sua participação em um dos maiores desfiles militares já realizados em Pequim, em celebração aos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.
Segundo Amorim, a aproximação marca um passo estratégico nas relações bilaterais. Pela primeira vez, o Brasil decidiu enviar generais como adidos militares para a embaixada em Pequim, uma representação antes restrita apenas a Washington.
O assessor destacou que a parceria ganha força diante da guerra comercial entre Estados Unidos e China e do enfraquecimento do sistema multilateral. Para ele, estreitar os laços com o país asiático é essencial para reduzir impactos das tarifas impostas pelos EUA e fortalecer a posição do Brasil no cenário global.
“É uma economia enorme, nosso principal parceiro comercial. Essa cooperação se tornou mais importante. Acho que eles compreendem isso também”, afirmou Amorim em entrevista.
A China é atualmente o maior parceiro econômico do Brasil, e o governo avalia que a cooperação militar pode reforçar ainda mais a relação estratégica entre os dois países.
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