O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou novas alterações clínicas, segundo boletim divulgado neste sábado (14) pelo Hospital DF Star, em Brasília.
A equipe médica informou que houve piora na função renal e aumento nos marcadores inflamatórios, embora o quadro geral do paciente permaneça estável.
Bolsonaro continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e segue sob monitoramento constante da equipe médica. De acordo com o hospital, não há previsão de alta neste momento.
O tratamento inclui administração de antibióticos, hidratação intravenosa e acompanhamento intensivo das funções vitais. O ex-presidente também realiza fisioterapia respiratória e motora para auxiliar na recuperação pulmonar e na manutenção da mobilidade durante o período de internação.
Além disso, os médicos adotaram medidas preventivas para evitar complicações circulatórias, como trombose venosa, condição que pode ocorrer em pacientes hospitalizados por longos períodos.
Quadro respiratório levou à internação
A internação ocorreu na manhã de sexta-feira (13), quando Bolsonaro apresentou sintomas como febre elevada, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Ele foi atendido inicialmente por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou o encaminhamento ao hospital particular na capital federal.
Exames clínicos confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral, um tipo de infecção pulmonar que provoca inflamação nos dois pulmões e pode comprometer a capacidade respiratória.
Os médicos apontam que a origem da infecção pode estar relacionada à aspiração de secreções ou conteúdos das vias digestivas.
A equipe responsável pelo acompanhamento é formada por especialistas em diferentes áreas médicas, incluindo cirurgia geral, cardiologia e medicina intensiva.
Custódia e autorização para visitas
Durante a internação, Bolsonaro permanece sob custódia, já que cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após condenação a 27 anos e três meses de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado e outros processos judiciais.
O Supremo Tribunal Federal autorizou a presença de familiares durante o período de hospitalização. A decisão permite que a esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, permaneça como acompanhante na unidade hospitalar.
Também foram liberadas visitas de familiares próximos, incluindo os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos e Laura Bolsonaro, além da enteada Letícia.
Segurança reforçada no hospital
Por determinação judicial, a segurança do ex-presidente está sendo realizada pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
Policiais permanecem de prontidão durante 24 horas no hospital, com agentes posicionados na entrada do quarto e em pontos estratégicos dentro e fora da unidade.
A decisão também estabelece restrições quanto ao uso de dispositivos eletrônicos na área de internação. Equipamentos como celulares e computadores estão proibidos no local, com exceção de aparelhos médicos necessários ao tratamento.
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