Uma suspeita de ameaça com explosivos mobilizou uma equipe especializada da Polícia Militar de São Paulo na noite de domingo (18), após o debate presidencial realizado pela Band. O alerta envolveu um dos veículos utilizados pela comitiva do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), mas foi descartado depois de uma inspeção conduzida pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).
A ocorrência provocou a adoção de medidas preventivas de segurança na sede da emissora. Após o encerramento do debate, pessoas que estavam no prédio foram temporariamente impedidas de sair enquanto os policiais verificavam a situação e avaliavam a existência de possíveis riscos.
A liberação ocorreu depois que os especialistas concluíram que não havia artefato explosivo no veículo investigado.
Alerta foi comunicado durante o debate presidencial
Segundo o comandante do Gate, capitão Vitor Capello Haddad, a informação sobre a possível presença de uma bomba chegou às autoridades por intermédio da Polícia do Senado Federal, ainda durante a realização do encontro entre os candidatos.
Diante da comunicação, equipes especializadas foram acionadas para realizar os procedimentos de segurança necessários.
Durante a inspeção, cães farejadores treinados para identificar explosivos apresentaram reação à presença de componentes químicos no automóvel. A sinalização levou os policiais a intensificar a vistoria, considerando a possibilidade de substâncias associadas à fabricação de artefatos explosivos.
Apesar do alerta inicial, a análise mais detalhada não encontrou qualquer dispositivo que representasse ameaça aos ocupantes do veículo ou às demais pessoas presentes no local.
Componentes químicos do automóvel podem ter provocado alerta
Em entrevista coletiva, o capitão explicou que determinados materiais presentes em veículos podem liberar compostos capazes de provocar reações nos cães utilizados em operações de detecção de explosivos.
Entre as substâncias mencionadas pelo oficial está a amônia, além de componentes químicos relacionados a equipamentos de segurança automotiva, como o sistema de acionamento dos airbags.
O comandante ressaltou, entretanto, que não foi possível determinar imediatamente qual substância provocou a reação dos animais.
A hipótese apresentada é que a liberação de vapores de determinados compostos tenha produzido sinais semelhantes aos associados a materiais explosivos, motivando o alerta dos cães.
A identificação precisa do componente responsável pela reação não foi informada.
Gate descarta bomba e confirma segurança no local
Após a conclusão da vistoria, o comandante classificou a ocorrência como um alarme falso e confirmou que o ambiente estava seguro.
A atuação da equipe seguiu protocolos preventivos empregados em situações nas quais existe suspeita de explosivos, mesmo quando não há confirmação da presença de materiais perigosos.
O episódio chamou a atenção por ocorrer durante um dos eventos mais relevantes da campanha presidencial, em meio à disputa do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A suspeita também provocou movimentação das equipes de segurança após o encerramento do programa, com restrições temporárias à circulação de pessoas na emissora.
Com a conclusão dos procedimentos, a Polícia Militar descartou a existência de bomba no automóvel. As informações divulgadas até o momento não indicam a localização de qualquer artefato explosivo nem confirmam tentativa de atentado contra o candidato.
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