O deputado do Rio, Rodrigo Bacellar (PL), usou sua página no Twitter neste sábado (16) para responder à intensa campanha midiática do Portal UOL, contra o seu mandato parlamentar na Alerj e sua gestão à frente da Secretaria de Estado de Governo (Segov-RJ), da qual se desincompatibilizou para disputar reeleição.
Segundo ele, a reportagem mais recente publicada no portal tenta vincular o seu nome a extração ilegal de ouro no Pará, região que nunca visitou e uma atividade extrativista que nunca atuou.
Outro fato que ele destaca, é a tentativa de criminalizar o uso de um helicóptero emprestado por um amigo para visitar a cidade de Natividade, no Noroeste Fluminense, apenas porque o irmão do proprietário da aeronave estaria sob investigação.
“Não há nada de ilegal em usar uma aeronave, cuja propriedade é de um amigo pessoal e no qual confio. No entanto, se o irmão desse amigo responde a qualquer processo, a tentativa de envolver o meu nome é um verdadeiro absurdo. Ninguém, ao usar um veículo emprestado, seja carro ou helicóptero, vai procurar saber os trajetos que já foram percorridos e se o irmão do dono responde a eventuais ações judiciais, como se acusação tivesse alcance genético”, destaca o parlamentar ao falar com a reportagem do Diário da Guanabara.
A reportagem do UOL é assinada pelo repórter Ruben Berta, que também já atuou em O Globo. Um dos elos de ligação do repórter, atualmente, seria com o gabinete parlamentar da deputada Clarissa Garotinho (União Brasil).
Uma matéria publicada hoje pelo UOL, com o objetivo de confundir e transformar fofoca em fato, diz que usei helicóptero de alguém que vem sendo investigado.
Não há nada ilegal em usar a aeronave, que é de propriedade de um amigo pessoal que tenho, a quem confio.
— Rodrigo Bacellar (@bacellaroficial) July 16, 2022
Em recente reportagem também abordando a política no Estado do Rio, ele cita nominalmente o ex-governador Anthony Garotinho (União Brasil), pai de Clarissa, como uma das fontes de informação.
Outro alvo preferencial do jornalista no Rio, é o prefeito da cidade, Eduardo Paes, outro adversário notório do clã familiar.
Garotinho foi aliado do governador Cláudio Castro, mas rompeu em função das brigas locais com Bacellar. Foi justamente essa disputa local e falta de espaço na administração estadual que fez Castro entrar para extenso grupo de ex-amigos.
O ex-governador tem como um de seus aliados no Estado do Rio, o ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, com o qual compartilha a condição de réu em processo do Ministério Público que aponta a dupla como integrantes de uma quadrilha armada no seio da administração, durante a gestão da ex-governadora Rosinha Garotinho.
Lins atualmente mantém um escritório de advocacia que também seria especializado na elaboração de dossiês, com sofisticação de detalhar movimentações de toda e qualquer autoridade pública.
Antes do portal UOL começar a série de reportagens contra o governo do Rio, os veículos de comunicação, bem como os órgãos de controle externo, receberam um dossiê com assinatura fictícia contendo os mesmo conteúdos que fundamentam as denúncias do portal de notícias. Não se pode dizer, no entanto, que é coisa de Álvaro Lins.











