No dia 13 de outubro, uma quinta-feira, um bando usando um carro e uma moto demonstrou quem tem poder e autoridade de fato no Rio de Janeiro.
Na entrada do túnel Santa Bárbara, por volta das 19h, dois homens renderam o motorista de um carro de passeio. O bando usava um carro e tinha uma moto dando cobertura.
As vítimas, que tem os respectivos nomes preservados por razões óbvias, acharam inicialmente tratar-se de uma pegadinha típica de programas humorísticos de Youtubers, porque tudo acontecia (pasme!) a 150 metros do Palácio Guanabara, sede do governo estadual.
Se deram conta que não se tratava de ficção, no entanto, quando os assaltantes levaram o carro e todos os pertences dos passageiros.
Sem contar que do outro lado do túnel, na mesma hora do assalto, havia uma blitz da Polícia Militar, o que levou as vítimas a buscar socorro. Inútil. Os policiais informaram que já havia comunicado ao comando anteriormente, que para maior efetividade no sentido de coibir assaltos, a blitz deveria ser posicionada no sentido onde aconteceu o assalto, na rota sentido Laranjeiras-Catumbi, mas foram ignorados.
A boa notícia para as vítimas é que a empresa de rastreamento já localizou o veículo. Está no Complexo da Maré. A má notícia é que a Polícia não pode ajudar na recuperação, porque não tem como entrar na comunidade, segundo informações dos próprios agentes. Falta poder de fogo e há restrições impostas pelo período eleitoral.
Ao que está posto, só haveria um jeito prático de reaver o veículo: pedir ajuda aos bandidos que controlam a comunidade.
Fica patente mais um manual de sobrevivência para quem mora no Rio de Janeiro. Em caso de assalto, não chame a autoridade do Estado. Peça ajuda diretamente ao bandido.
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