A seca prolongada durante o inverno e agora na primavera turbinou o custo da energia no Brasil, com impacto no índice da inflação.
O índice deve fechar o ano de 2024 em 4,64%, segundo estimativa divulgada na última estimativa do Boletim Focus, do Banco Central.
Na Europa, com a chegada do inverno, o custo da energia também deve impactar no custo de vida e na inflação em alguns países do continente.
No Brasil, onde a geração de energia está ancorada no sistema hidráulico, nas hidrelétricas, os reservatórios em baixa obrigam o Operador Nacional acionar as termelétricas, com custo mais elevado, e repassado ao consumidor.
Já a União Europeia está enfrentando escassez de gás canalizado, importante matriz energética, em função das sanções contra a Rússia, o maior produtor e com menor custo. Só resta importar gás dos EUA, a um preço muito mais elevado.
De acordo com a agência de notícias, Bloomberg, a situação europeia se agravou diante das sanções dos EUA contra o Gazprombank, o principal banco da Rússia para transações relacionadas à energia.
A crise energética se acentua no momento em que a Europa se recuperando ainda se recupera de graves choques energéticos experimentados há dois anos, com o conflito na Ucrânia.
A guerra contribuiu para um aumento de 45% nos preços do gás este ano. Portanto, o fator energia que assolou o bolso do brasileiro nas últimas temporadas também promete escalar a inflação na Europa.












