Para que a economia do Rio de Janeiro se mantenha equilibrada após a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, negociação consumada na última semana, será necessário que a arrecadação do Estado continue em alta ao longo do próximo exercício financeiro.
Para que isso aconteça, quanto mais alta a cotação internacional do petróleo melhor, porque ainda somos um Estado petrorrentista, portanto, não sobreviveremos sem royalties do petróleo e Participação Especial.
Petróleo em alta é bom, faz bem às finanças públicas, só que no Estado a economia só tem esse ouro negro como grande força motriz. Sua extração, por si só, não tem encadeamento para gerar um círculo virtuoso.
A economia fluminense, assim como todos entes federativos, ainda sente os efeitos da pandemia da covid-19, tem inúmeras empresas tentando superar dívidas por meio de recuperação judicial e muitos setores precisam da intervenção do poder público para sobreviver.
É possível dizer que nunca antes na história, o governo do Estado e as 92 prefeituras precisaram tanto trabalhar integradas para superar os tempos incertos que se vislumbram diante do panorama global.
A guerra na Ucrânia desenha uma nova ordem global, um estágio com inevitáveis rupturas traumáticas na economia mundial. São tempos estranhos, incertos e com fortes reflexos na economia regional.
Por isso, o Rio de Janeiro deve evitar, a todo custo, qualquer aventura no plano político.












