Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Diário da Guanabara
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Opinião

Ciranda financeira: A tirania dos juros e das grandes corporações   

A origem da crise bancária internacional, tempestade nas big techs e o arcabouço da reforma fiscal brasileira

Ranulfo Vidigal Por Ranulfo Vidigal
09/04/2023 - 17:42
em Opinião
Pec da transição e arcabouço fiscal: os caminhos que o Brasil traçou para superar a crise

Ministro da Fazenda Fernando Haddad | Foto: EBC/Reprodução.

A exemplo do ocorrido em 2008, quando o sistema de crédito travou, em função inadimplência no mercado de hipotecas imobiliárias, a crise bancária internacional do tempo presente tem origem na desaceleração da taxa de lucro das empresas de alta tecnologia, forçadas a demitir em massa e redirecionar seus esforços para atender uma demanda por seus serviços cada dia menor, após o auge da pandemia. 

A aceleração da crise se deu, também, pela necessidade imperiosa dos Bancos Centrais ao redor do planeta, de elevar as taxas nominais de juros para conter uma inflação de custos (energia e alimentos) e os desequilíbrios de oferta nas cadeias globais de valor.

Particularmente na terra da jabuticaba e do juro pornográfico, a submissão do conhecimento à tirania das grandes corporações, bem como a agressão financeirista contra o orçamento público obriga a contenção do gasto social, aquele que reduziria a desigualdade abissal desta terra de passado escravagista, para priorizar o braço empresarial das privatizações lucrativas e dos encargos da Dívida Pública Federal. 

O desafio de nossa sociedade é conquistar corações e mentes para se desvencilhar dessa armadilha abstrata dos algoritmos financeiros geradora do processo de asfixia, tanto do gasto público real, quanto da economia produtiva, que poderia ser redinamizada pela componente do gasto autônomo público, notadamente o investimento em infraestrutura.

Leia Também

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio; esposa denuncia condições de desumanas

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio

14/09/2026 - 18:40
Eleição RJ 2026: Garotinho entra no jogo e altera o cálculo de Eduardo Paes no Rio

Garotinho entra no jogo e altera o cálculo de Eduardo Paes no Rio

20/07/2026 - 18:22

Nesse contexto, o “Arcabouço” lançado pelo governo se sustenta no discurso mistificador da disciplina fiscal e da “fada da confiança”, ou seja, tal qual famílias e empresas (que podem simplesmente falir), o Estado precisa perseguir o equilíbrio entre receitas e despesas. Vale lembrar que a malta endinheirada não quer ouvir falar de pagar impostos!

O problema dessa proposição é não considerar o caráter estratégico do poder público, num quadro de “crise de realização” e falta de crédito predominante nos dias atuais em nossa economia. Nesta fase das economias capitalistas, o Estado sempre exerce o papel de estabilizador do crédito e da demanda agregada, enquanto as famílias e as empresas superavitárias compram Dívida Pública para remunerar seu excedente de capital, aquele sem aplicação rentável, pela queda generalizada da demanda efetiva da economia.

Essa discussão me recorda Otto Albert Hirschman – economista liberal alemão retratado na série “Transatlântico” nas plataformas de streaming. Com pitacos de geopolítica, a película mostra a luta de um grupo na defesa dos intelectuais perseguidos pelo nazismo no século passado. 

O autor de “Estratégias de Desenvolvimento Econômico”, era profundamente atento à grande tensão presente nas sociedades em processo de transformação, como é o caso da brasileira, e estudou o grau de complementariedade entre investimento público e privado, o impulso das importações e da tecnologia de capital intensivo e o papel do desenvolvimento na salvaguarda da democracia liberal.

Nas cinco décadas recentes, treze países tornaram-se países de alta renda, nenhum deles sul-americanos. Daí que o voto popular pede qualidade de vida e uma concepção de riqueza diferente, rompendo a relação imperiosa entre trabalho, dinheiro e acesso aos recursos necessários à vida. Enquanto a elite do dinheiro quer que “tudo mude para continuar tudo do mesmo jeito”, no estilo do filme “O Leopardo”, de Luchino Visconti.

Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.

SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO TELEGRAM

SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO INSTAGRAM

Tags: #Arcabouço da reforma fiscal#Artigo de Ranulfo Vidigal#Crise bancária mundial#Crise nas big techs#Economista Ranulfo Vidigal
Notícia anterior

Documentos mostram o real envolvimento dos EUA e da Otan no conflito da Ucrânia

Próxima notícia

Opção pela política de guerra joga governo Netanyahu contra a parede

Próxima notícia
Crise no governo de Israel: política agressiva de Banjamín Netanyahu deflagra ataques ao território israelense.

Opção pela política de guerra joga governo Netanyahu contra a parede

RECENTES

PSD tenta garantir segundo turno no Rio. Entenda a ação no STF e a mudança na contagem que elegeu Douglas Ruas.

Eleição no Rio vai parar no STF após anulação de 274 mil votos

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 20:35

Programas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam diferenças sobre Amazônia, bioeconomia, demarcação de terras indígenas e autonomia de comunidades tradicionais.

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre propostas ambientais

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 16:16

FMI projeta que o Brasil será a oitava maior economia do mundo em 2027, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões, à frente de Itália e Rússia.

Brasil pode chegar à 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:16

Prazo para estudantes inscritos automaticamente no Enem 2026 escolherem inglês ou espanhol termina neste domingo (18). Questionário socioeconômico também é obrigatório.

Enem 2026: prazo para escolher idioma termina neste domingo

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:04

DESTAQUE DA SEMANA

Novo acesso facilita ligação entre Avenida Brasil e Via Dutra no Rio

Novo acesso entre a Avenida Brasil e a Via Dutra foi liberado no Trevo das Margaridas, no Rio, com uma nova rampa para facilitar o trânsito.
Por Redação DGRJ
11/10/2026 - 17:36

Motoristas que trafegam pela Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, passaram a contar com uma nova ligação para acessar a...

Ler mais

COLUNISTAS

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio

Roberto Barbosa
14/09/2026 06:40

Entre o prazer e a felicidade: por que o comum passou a parecer pouco

Karoline Barbosa
07/06/2026 08:50

A beleza da atuação de Fernanda Torres e a injustiça nada poética do Oscar 2025

Francisco Neto Pereira Pinto
05/03/2026 05:27

Mangueira pode ter um dos maiores poetas do país como compositor no próximo Carnaval

Claudia Freitas
27/09/2025 08:50

Zé Pelintra: símbolo de resistência e espiritualidade nos cultos afro-brasileiros

Madame Satã
06/07/2025 07:58

Portugal está se abrasileirando? Cultura, Pix e tensões com imigrantes acendem debate

Pedro Barbosa
28/05/2025 09:05
Diário da Guanabara

Diário da Guanabara Ltda.
Rua São José, nº 40 — Edifício São José
Centro — Rio de Janeiro
CEP: 20010-020

Conheça o Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist