Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Diário da Guanabara
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Opinião

A Petrobras tem margem para baratear ainda mais o preço dos combustíveis

Quem diz que PPI é um bom negócio para o país está mentindo: a melhor iniciativa do governo Lula foi acabar com essa trágica Paridade de Preço Internacional

Aurélio Valporto Por Aurélio Valporto
31/07/2023 - 16:02
em Opinião
Preço dos combustíveis no Brasil: economista Aurélio Valporto explica que a Petrobras tem margem para baixar ainda mais os preços.

Preço dos combustíveis: Petrobras tem margem para baixar os preços | Foto: Arquivo/EBC.

Com a alta do preço do petróleo provocada pelo cartel internacional OPEP+, tem aparecido muita matéria paga na grande mídia fazendo propaganda contra o fim da PPI (Paridade de Preço Internacional), inclusive  inventando mentiras, alegando que a Petrobras está em risco. 

São matérias financiadas por aqueles que estão perdendo com o fim da política da Petrobrás, que atrelava os preços internos praticados pela empresa àqueles ditados pelo deletério cartel OPEP+.

A verdade é que, ao contrário, o combustível está caro no Brasil e a Petrobras deveria baixar seus  preços, que continuam injustificavelmente altos, e ainda assim, manter alta lucratividade.

Vender a preços inferiores ao preço estabelecido pela OPEP+, chamado de paridade internacional, é muito diferente de “subsidiar combustíveis”. Haveria subsídio na venda dos combustíveis se houvesse venda abaixo de seu preço de custo, considerando o valor capaz de remunerar o capital próprio em consonância com a taxa SELIC.  Isso está muito longe de acontecer.

Leia Também

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio; esposa denuncia condições de desumanas

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio

14/09/2026 - 18:40
Eleição RJ 2026: Garotinho entra no jogo e altera o cálculo de Eduardo Paes no Rio

Garotinho entra no jogo e altera o cálculo de Eduardo Paes no Rio

20/07/2026 - 18:22

O Brasil é virtualmente autossuficiente no refino de gasolina, a necessidade de importação é marginal. O problema maior é no GLP e no diesel, o combustível que move a economia. O Brasil precisa importar cerca de 25% do diesel que consome, os outros 75% são de produção nacional. Necessário ressaltar que somente não é autossuficiente no refino de todos os derivados, porque a Petrobras abandonou os investimentos essenciais ao refino nos últimos 7 anos.

Apenas a título de exemplo, vamos supor que o diesel refinado pela Petrobras tenha o custo de produção de R$ 1 e o importado de R$ 2. A conta a ser feita não é sobre o custo da parcela importada. O diesel não tem que ser vendido por R$ 3, porque o custo do importado é R$ 2, para ter uma margem bruta, nesse exemplo, de 50% sobre o custo. Os números não reais, servem apenas para ilustrar. 

O custo dela seria 75% x o custo nacional (R$ 1) + 25% x o custo importado (R$ 2), o que daria R$ 0,75 + R$ 0,50 = R$ 1,25. Então, para ter a margem teórica de 50% sobre seu custo, o preço de venda seria de R$ 1,875. Repare que é abaixo do preço do importado, mas ainda assim garante uma margem de lucro bruto de 50% sobre seu custo. 

O exemplo do parágrafo anterior deixa claro que o preço de custo da Petrobrás é a média ponderada pela proporção entre combustíveis importados e refinados no Brasil, além de demonstrar a razão da própria Petrobrás ter que ser a importadora de combustíveis. 

Um importador independente não tem produção própria, portanto o seu custo é 100% o custo do combustível importado. É por este motivo que iniciam uma campanha difamatória da política de preços da Petrobrás quando esta vende com base no seu custo, e não com base no preço ditado pela OPEP+ acrescidos de fictícios custos de importação. 

Na verdade querem a manutenção de uma verdadeira mamata criada a partir de 2016, com a criação da PPI, em detrimento de toda a economia nacional. 

O Brasil, através do pré-sal, cujo custo de extração está na casa de US$ 2, tem hoje um dos menores custos de produção do planeta, comparável ao da Rússia. Entretanto, os preços internos de combustíveis aqui são praticamente o dobro dos praticados na Rússia. 

No site www.globalpetrolprices.com podemos verificar que, enquanto a gasolina custa  hoje no Brasil, em média, US$ 1,17 o litro, na Rússia custa US$ 0,59 e enquanto o  diesel é vendido no Brasil por US$ 1,05, na Rússia vendido por US$ 0,65. Usando esses preços como parâmetro, podemos ter uma ideia de como é falacioso o argumento de que combustível no Brasil está barato. 

Ao ler as informações acima fica a pergunta óbvia: se na Rússia as empresas de petróleo são todas privadas e a Rússia faz parte da OPEP+, por que os preços internos são tão inferiores aos preços internacionais? A resposta é simples: porque a Rússia usa o imposto de exportação para regular os preços internos, dessa forma as empresas do setor são levadas a praticar internamente preços muito menores do que os que usam para exportar. 

Aqui no Brasil parte dos críticos acredita que usar imposto de exportação para controle de preços internos de combustíveis acabará com investimentos e provocará crise no setor. Esse tipo de alegação é um atestado de ignorância e uma prova disso é o setor petrolífero russo. 

A gigante Lukoil, por exemplo, tem uma das maiores taxas de investimento do setor, sua campanha exploratória a tornou dona da maior reserva do mundo (ao lado da Exxon) e tem lucros consistentes. Em função disso suas ações são altamente recomendadas para compra, tendo apresentado no último ano um yield de 8,69% e relação preço/lucro de 5,93%. 

Vejamos alguns outros exemplos de preços internos praticados por países autossuficientes e  exportadores de petróleo:  Preços no Qatar: gasolina US$ 0,57, diesel US$ 0,56; na Arábia Saudita: gasolina US$ 0,62, diesel US$ 0,20. 

De fato, o Brasil é caso único entre os grandes exportadores de petróleo do mundo em que alguns defendem a prática interna de preços ditados pela OPEP, seja por interesses pessoais danosos ao país, seja por desconhecimento, sendo “inocentes úteis”, usados como massa de manobra dos primeiros. 

 Acabar com a PPI foi a melhor medida econômica do atual governo até o momento. E os frutos estão sendo colhidos, tanto no resultado da inflação como no nível de atividade econômica, que estaria bem pior se a política de preços da Petrobrás não tivesse sido alterada.

Sobre o autor

*Aurélio Valporto é economista com mestrado em finanças, presidente da Associação dos Investidores do Brasil (ABRADIN) e conselheiro da Associação Nacional de Proteção aos Acionistas Minoritários.

Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.

SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO TELEGRAM

SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO INSTAGRAM

Tags: #Artigo de Aurélio Valporto#Paridade de Preço Internacional do Petróleo#PPI#Preço dos combustíveis no Brasil
Notícia anterior

Com 170 lojas, Mercado Municipal de Niterói (RJ) é pólo de gastronomia e decoração 

Próxima notícia

IBGE: Desemprego fica em 8,3% no trimestre encerrado em maio

Próxima notícia
IBGE: Desemprego no Brasil fica em 8,3% no trimestre encerrado em maior de 2023.

IBGE: Desemprego fica em 8,3% no trimestre encerrado em maio

RECENTES

PSD tenta garantir segundo turno no Rio. Entenda a ação no STF e a mudança na contagem que elegeu Douglas Ruas.

Eleição no Rio vai parar no STF após anulação de 274 mil votos

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 20:35

Programas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam diferenças sobre Amazônia, bioeconomia, demarcação de terras indígenas e autonomia de comunidades tradicionais.

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre propostas ambientais

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 16:16

FMI projeta que o Brasil será a oitava maior economia do mundo em 2027, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões, à frente de Itália e Rússia.

Brasil pode chegar à 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:16

Prazo para estudantes inscritos automaticamente no Enem 2026 escolherem inglês ou espanhol termina neste domingo (18). Questionário socioeconômico também é obrigatório.

Enem 2026: prazo para escolher idioma termina neste domingo

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:04

DESTAQUE DA SEMANA

Novo acesso facilita ligação entre Avenida Brasil e Via Dutra no Rio

Novo acesso entre a Avenida Brasil e a Via Dutra foi liberado no Trevo das Margaridas, no Rio, com uma nova rampa para facilitar o trânsito.
Por Redação DGRJ
11/10/2026 - 17:36

Motoristas que trafegam pela Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, passaram a contar com uma nova ligação para acessar a...

Ler mais

COLUNISTAS

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio

Roberto Barbosa
14/09/2026 06:40

Entre o prazer e a felicidade: por que o comum passou a parecer pouco

Karoline Barbosa
07/06/2026 08:50

A beleza da atuação de Fernanda Torres e a injustiça nada poética do Oscar 2025

Francisco Neto Pereira Pinto
05/03/2026 05:27

Mangueira pode ter um dos maiores poetas do país como compositor no próximo Carnaval

Claudia Freitas
27/09/2025 08:50

Zé Pelintra: símbolo de resistência e espiritualidade nos cultos afro-brasileiros

Madame Satã
06/07/2025 07:58

Portugal está se abrasileirando? Cultura, Pix e tensões com imigrantes acendem debate

Pedro Barbosa
28/05/2025 09:05
Diário da Guanabara

Diário da Guanabara Ltda.
Rua São José, nº 40 — Edifício São José
Centro — Rio de Janeiro
CEP: 20010-020

Conheça o Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Cidade
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist