A morte da rainha Elizabeth II e a ascensão de seu filho Charles III ao trono começam a provocar reações da comunidade que integra o Reino Unido, em um movimento pró-desintegração.
Na Austrália, os republicanos pedem a ruptura com a dependência em relação à monarquia britânica e a remoção de Charles III como seu chefe de Estado, segundo informa reportagem da agência de notícias britânica Reuters.
Com a morte da rainha na quinta-feira (8) e a proclamação de Charles III, ele já é o chefe de Estado da Austrália e de outros 13 países. Na Austrália, onde nos anos 90 a monarquia ganhou um referendo com 55% dos votos, vários políticos, como o ex-primeiro-ministro Marcolm Turnbull, expressaram dúvidas sobre a permanência do país subjugada à coroa após o reinado de Elizabeth II.
“Nossos pensamentos estão com a família real e todos aqueles que a amavam [Elizabeth II]. Agora, a Austrália deve seguir em frente, […] precisamos nos tornar uma República”, disse o líder do Partido Verde australiano, Adam Bandt, no Twitter na sexta-feira (9).
Rest In Peace Queen Elizabeth II.
Our thoughts are with her family and all who loved her.
Now Australia must move forward.
We need Treaty with First Nations people, and we need to become a Republic.
— Adam Bandt (@AdamBandt) September 8, 2022
Já a organização pró-independência intitulado “Movimento Republicano Australiano”, expressando suas condolências pela morte de Elizabeth II, anunciou que a monarca havia apoiado e confirmado o direito da Austrália de se tornar um país totalmente independente durante o referendo de 1999;
“Cabe ao povo australiano e apenas ele, decidir sobre o assunto”, disse Adam.
Além da Austrália, os países do Caribe que têm a monarquia britânica como chefe de Estado, fizeram apelos semelhantes, pedindo a remoção do monarca como seu chefe de Estado, além de pedir que o Reino Unido pague indenizações às nações da zona do Caribe por manter a escravidão e espoliação de riquezas.
Em 70 anos do reinado de Elizabeth II, o Reino Unido tem sido a maior potência colonial, dominando mais de 412 milhões de pessoas, em diferentes cantos do mundo, do sul da Ásia à África.
Com a sucessão Charles III, resta apenas uma pergunta: o novo rei seguirá as políticas colonialistas de sua mãe como líder do Reino Unido e chefe de Estado de 13 outros países ou não?
*Da Hispantv com edição de Fonte Exclusiva. Leia e compartilhe as notícias do Diário da Guanabara.












