O carnaval do Rio de Janeiro perdeu nesta segunda-feira (28) um profissional conhecido entre as escolas de samba e na cobertura dos desfiles. Arilson Cantanhede, de 43 anos, morreu após sofrer um infarto. A informação foi divulgada pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), que publicou uma homenagem ao jornalista.
Arilson trabalhava como repórter do Rio Carnaval e havia sido escolhido como embaixador da plataforma em 2025. Em nota, a Liesa lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e pessoas que conviviam com o profissional.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o local e o horário do sepultamento.
Repórter havia passado por cirurgia cardíaca
Meses antes da morte, Arilson contou aos seguidores que enfrentava problemas cardíacos. Em junho, ele revelou que havia sido submetido a uma cirurgia de grande porte depois de descobrir uma obstrução nas artérias.
O procedimento incluiu a realização de pontes de safena. Após a cirurgia, o repórter também passou a compartilhar informações sobre os sinais que podem indicar problemas no coração e reforçou a importância de procurar atendimento médico diante de sintomas.
Segundo Arilson, a insistência de sua médica para que ele buscasse atendimento foi decisiva para que o problema fosse identificado e tratado.
Em julho, aproximadamente um mês depois do procedimento, ele voltou a participar de eventos relacionados ao carnaval após receber autorização médica.
Escolas de samba prestam homenagens
A morte de Arilson também provocou manifestações de diferentes agremiações do carnaval carioca. O Império Serrano informou que o repórter esteve na quadra da escola durante a madrugada de domingo (27), acompanhando a final da disputa de samba-enredo.
Em uma mensagem de despedida, a escola lamentou a perda e destacou a ligação de Arilson com o carnaval e com as pessoas que compartilhavam a mesma paixão pelo samba.
A Portela também publicou uma homenagem e lembrou características associadas ao repórter, como sua alegria, carinho, sorriso e energia.
A Unidos de Padre Miguel também se manifestou sobre a morte e ressaltou a relação de Arilson com o samba e com a comunidade do chamado “Boi Vermelho”. A agremiação destacou ainda a amizade e o incentivo que ele demonstrava às pessoas ligadas à escola.
Ligação com o carnaval carioca
Além do trabalho como repórter do Rio Carnaval, função que exercia havia cerca de dois anos, Arilson também atuava como modelista em uma marca voltada ao público feminino.
Nas redes sociais, ele acumulava mais de 50 mil seguidores e compartilhava conteúdos sobre o carnaval, bastidores das escolas de samba, rotina e trabalho.
A morte de Arilson encerra a trajetória de um profissional que construiu uma relação próxima com diferentes agremiações e comunidades do carnaval carioca.
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